O que é preciso saber sobre o Fórum Econômico de Davos – Exame

A elite mundial se reúne, a partir desta terça-feira (23), no Fórum Econômico de Davos, onde se bilionários, empresários, banqueiros, ONGs, chefes de Estado e até estrelas de Hollywood se encontram.

O que é Davos?

O Fórum Econômico Mundial (WEF na sigla em inglês) foi criado em 1971 pelo professor de economia Klaus Schwab com o objetivo de que empresários europeus pudessem aprender com seus colegas americanos.

Os líderes políticos começaram a assistir ao fórum no fim da década de 1970. Desde então, ele se tornou um encontro anual, onde a elite global – não apenas econômica, mas também política, cultural e também várias ONGs e ativistas – se reúne para discutir sobre os problemas do mundo.

Quem participa?

A lista dos mais de 2.500 delegados e 700 chefes de Estado e de governo que, neste ano, irão à estação suíça, inclui o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel e a primeira-ministra britânica Theresa May.

Também estarão presentes os presidentes do Brasil (Michel Temer), da Argentina (Mauricio Macri), da Colômbia (Juan Manuel Santos) e do Panamá (Juan Carlos Varela), bem como o novo presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa. Pela primeira vez, também irá o rei da Espanha Felipe VI.

Além dos políticos, nas ruas nevadas do pequeno povoado suíço, ainda passarão o autor israelense Yuval Noah Harari (autor do best-seller “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”), a nobel paquistanesa Malala Yousafzai e a atriz australiana Cate Blanchett.

Sem dúvidas, o convidado mais esperado em 2018 é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, muito crítico ao liberalismo e à globalização, defendida pelos participantes do WEF.

O que está na agenda?

“Criando um futuro compartilhado em um mundo dividido” é o lema oficial, que vai pautar diversas mesas redondas e seminários.

Também será abordada a chamada “quarta revolução industrial” – o efeito das novas tecnologias – sobre os trabalhadores e a economia, bem como as “fake news” e a inteligência artificial.

No plano econômico, os participantes tratarão da consolidação do crescimento mundial, apontada pelas previsões recentes do o Fundo Monetário Internacional (FMI), apesar de ONGs como Oxfam não deixaram de denunciar o abismo de desigualdade entre ricos e pobres.

O evento também dará ênfase ao papel das mulheres – cinco foram nomeadas copresidentes do evento.

E entre os seminários?

Mas Davos não é apenas uma reunião seguida de outra. Entre os seminários, para esquecer um pouco do frio e da neve, os organizadores planejaram sessões de meditação matinais para os participantes, muitos dos quais chegam de helicóptero a partir de Zurique, o caminho mais confortável e rápido até o topo da montanha, embora não seja o mais barato.

Para fazer compras, as grandes multinacionais alugam lojas inteiras – e até a igreja da cidade – para serem vistas.

À noite, há festas de todos os tipos, onde cada país e cada empresa exibem seu melhor, às vezes com suntuosos menus preparados por chefs de prestígio.

Tudo isso acontece sob a vigilância de 4 mil soldados e policiais suíços, que, a cada ano, evitam as tentativas de várias organizações de protestarem em Davos.

Neste ano, contudo, são esperadas grandes manifestações em Zurique e outras cidades suíças com a chegada de Donald Trump.

Fonte Oficial: Exame.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!