Agenda de reformas não será afetada por eleições, diz Temer em Davos – Valor

DAVOS (SUÍÇA) E BRASÍLIA  –  (Atualizada às 9h) O presidente Michel Temer afirmou que a agenda de reformas implementada por ele não será ameaçada pelas eleições presidenciais deste ano, previstas para outubro, ao discursas no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

“Permitam-me dizer-lhes, sem rodeios e com convicção: completaremos nossa jornada”, afirmou. “O Brasil que vai às urnas em outubro sabe que a responsabilidade dá resultados. Traz equilíbrio das contas, crescimento e empregos. Viabiliza políticas sociais”, continuou.

De acordo com Temer, “hoje, os principais atores no Brasil, políticos e econômicos, convergem em que não há alternativa à agenda de reformas que estamos promovendo”. “O espaço para uma volta atrás é virtualmente inexistente”, acrescentou.

O próximo passo na sua agenda, lembrou Temer, é a reforma da Previdência, “tarefa em que estamos muito empenhados. “Cada vez mais, a população brasileira percebe que o sistema atual é injusto e insustentável. Vamos batalhar, dia e noite, voto a voto, para aprovar a proposta que está no Congresso”.

Logo depois, mencionou mais objetivos para seu mandato. “Nossa agenda não se esgota na Previdência. Até o final do ano, queremos também promover a simplificação de nosso sistema tributário”, indicou.

O presidente afirmou que o seu governo é guiado pela racionalidade e pela abertura. “O investidor encontra, no Brasil de hoje, país com arcabouço legal que se pauta pela realidade do mercado”, disse. 

Como exemplo, citou a adoção de um “modelo de concessões e privatizações realista, com marco regulatório seguro e estável”. “Em apenas um ano e meio, foram 70 projetos licitados à iniciativa privada — e mais 75 ainda o serão em 2018”, lembrou.

Esses projetos a serem licitados incluem “portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, linhas de transmissão, jazidas de gás e petróleo” e “oferecem grandes oportunidades a empresas nacionais e estrangeiras”, disse. Além disso, prosseguiu, o seu governo desobrigou a Petrobras de necessariamente participar de “todas as atividades de exploração do pré-sal”.

Já em relação a abertura, Temer afirmou que “o protecionismo não é solução”. “Vivemos em um mundo em que ganham força tendências isolacionistas”, alertou.

“Quando nos fechamos em nós mesmos, nos fechamos a novas tecnologias, a novas ideias, a novas possibilidades”, pontuou. Para combater isso, explicou, “nosso governo tem atuado para integrar, cada vez mais, o Brasil à economia global”.

Como exemplos, Temer citou o resgate “da vocação original do Mercosul para o livre mercado” e a negociação, em conjunto com os demais integrantes do bloco, “assinamos acordo de investimentos e, mais recentemente, acordo sobre compras governamentais”.

Além disso, “aproximamo-nos dos países da Aliança do Pacífico, abrimos novas frentes de negociação comercial com países como Canadá, Coreia do Sul, Singapura e, pela primeira vez em vinte anos, temos perspectiva realista de concluir o acordo Mercosul-União Europeia”, listou.

Temer também apontou o pedido brasileiro para entrar na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o prestígio dado à Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil também tem “tem prestigiado o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima”, acrescentou.

Ao fim do discurso, o presidente disse que queria apresentar um novo Brasil à audiência. “O Brasil da responsabilidade, não do populismo. Do diálogo, não da intransigência. Da eficiência, não da burocracia. Da racionalidade, não do irrealismo. Da abertura, não do isolacionismo”, concluiu.

Fonte Oficial: Valor.

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