Juros ampliam queda e fecham nas mínimas com apostas na condenação de Lula – Jornal do Comércio

Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda firme, nas mínimas, refletindo a expectativa de que os votos dos três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que estão julgando o recurso do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, confirmem a sua condenação em primeira instância. O exterior nesta quarta-feira (24) também ajudou em função da queda generalizada do dólar.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou na mínima de 6,830%, de 6,900% no ajuste anterior, e a do janeiro de 2020 fechou também na mínima, de 7,99%, de 8,11% no ajuste de terça. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,99% para 8,84% (mínima) e a do DI para janeiro de 2023 recuou de 9,78% para 9,62%.

A expectativa em torno do julgamento conduziu os negócios desde a abertura, com as taxas tendo acelerado a queda e batido mínimas no período da tarde, na medida em que foi crescendo a aposta na confirmação da condenação. Primeiro magistrado a ler seu voto, o relator do processo na Corte, desembargador João Pedro Gebran Neto, votou pela manutenção da condenação do ex-presidente e defendeu aumento da pena de 9,6 anos para 12,1 anos de prisão. Na primeira instância, o juiz Sérgio Moro definiu pena de 9,6 anos. O desembargador Leandro Paulsen, presidente da 8ª Turma TRF-4, acompanhou o relator sobre comprovação de atos de ofício de políticos para que seja configurada a corrupção. Por último, após Paulsen, está apresentando seu voto o desembargador Victor Laus.

Outra questão ao qual o mercado esteve atento é se, além de Gebran, os outros dois juízes também defenderiam alterações na pena, o que poderia abrir espaço para a defesa de Lula solicitar embargos infringentes. Nessa questão, Paulsen também acompanhou o relator Gebran Neto pelo aumento da pena para 12,1 anos, mas a sessão regular já estava encerrada.

Também embalados pela expectativa de condenação de Lula, nos demais ativos, o Ibovespa superava os 83 mil pontos e batia nova máxima às 16h44, aos 83.008,89 pontos (+2,73%) e o dólar ampliava a queda para 2,04%, aos R$ 3,1693.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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