Dólar desce a R$ 3,13 e sofre maior queda em quatro meses – Valor

SÃO PAULO  –  O dólar fechou no menor patamar ante o real em quatro meses nesta quinta-feira (25), dia de fraco volume de negócios devido ao feriado na cidade de São Paulo, que fechou os mercados futuros da B3 e tirou a referência do mercado cambial de balcão. Mesmo assim, as vendas persistiram, ainda na esteira do resultado do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja condenação unânime reforçou expectativas de continuidade de políticas de ajuste fiscal.

A queda da moeda, hoje, no Brasil, também refletiu um ajuste ao mercado futuro. Isso porque o mercado interbancário (que se encerra às 17h) não capturou a confirmação da condenação unânime de Lula. Já o mercado futuro, cujas operações se encerram apenas às 18h15, estava aberto durante o desfecho do julgamento. Enquanto o dólar interbancário terminou com queda de 2,47%, a taxa do contrato futuro para fevereiro cedeu 2,81%.

Assim como na quarta (24), o ambiente externo também teve, nesta quinta, peso importante na definição do preço do câmbio. Um índice de moedas emergentes se aproximou mais de picos históricos, embora no fim da tarde o ímpeto tenha diminuído à medida que o dólar recuperava as perdas ante divisas fortes.

O grande foco do mercado agora é se Lula conseguirá se candidatar e em que condições um candidato de centro-direita estaria na corrida eleitoral. Ainda se prevê volatilidade, e a expectativa é que, aos poucos, investidores passem a concentrar as atenções no eventual nome “amigável ao mercado”. Ainda assim, alguns analistas ponderam que pode ser cedo demais para se considerar Lula ou a esquerda fora das eleições de outubro.

No fechamento desta quinta-feira, o dólar comercial caiu 0,80%, a R$ 3,1315. É o menor nível desde 22 de setembro do ano passado (R$ 3,1276). Na mínima intradiária, a cotação cedeu a R$ 3,125 (-1,01%), ponto mais baixo durante os negócios desde 4 de outubro de 2017 (R$ 3,1224).

A exemplo da véspera, o real teve hoje o melhor desempenho entre as principais divisas globais. No acumulado de 2018, a moeda brasileira sobe 5,81%, segunda melhor performance, atrás apenas do peso colombiano (6,87%).

Somando a queda de quarta e desta quinta, a cotação perdeu, em dois dias, 3,26%. É a maior baixa para um período de dois pregões desde 28 e 29 de junho de 2016, quando, no total, o dólar perdeu 4,65%.

Fonte Oficial: Valor.

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