Brasil fecha 2017 com melhor resultado em contas externas desde 2007 – Valor

BRASÍLIA  –  O Brasil encerrou o ano de 2017 com um déficit em transações correntes de US$ 9,762 bilhões, o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com os dados do Banco Central (BC).  Em 2016, esse déficit tinha sido de 1,31% do PIB.

Segundo o chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, esse montante é um resultado baixo para o histórico da economia brasileira, e é o melhor desde o superávit de 2007.

Apenas no mês de dezembro, o país gastou US$ 4,327 bilhões a mais do que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, serviços, rendas e transferências unilaterais. 

Tanto o resultado do mês quanto o do ano superaram as projeções da autoridade monetária. Para dezembro, o BC esperava resultado negativo de US$ 3,8 bilhões e, para o ano, de US$ 9,2 bilhões (0,45% do PIB). 

O resultado das transações correntes é um dos mais importantes indicadores de solvência externa. Ele é formado basicamente pelo comércio exterior (exportações menos importações), pelos serviços (turismo internacional, fretes e aluguel de equipamentos, entre outros) e remessas de rendas (lucros, dividendos e juros). Quando o país gasta mais do que recebe nas transações com outros países, é obrigado a atrair capitais sob a forma de empréstimos e investimentos para cobrir a diferença, ou se desfazer de ativos no exterior. 

Para 2018, a projeção do Banco Central é de déficit em transações correntes de US$ 18,4 bilhões. Apenas no mês de janeiro, o resultado deve ficar negativo em US$ 5,3 bilhões, pelas previsões do BC.

Investimento direto

O Investimento Direto no País (IDP) financiou com folga os déficits em conta corrente do país. No acumulado do ano, o IDP somou US$ 70,332 bilhões ou 3,42% do PIB, contra US$ 78,248 bilhões em 2016. Somente em dezembro, houve ingresso líquido no país de US$ 5,407 bilhões. 

Os dois saldos, porém, ficaram abaixo do esperado pelo BC. Em dezembro, a autoridade monetária contava com a entrada líquida de US$ 10 bilhões. Em todo o ano de 2017, a previsão era de ingresso de US$ 75 bilhões, ou 3,66% do PIB.

Para 2018, a projeção do BC é de ingresso de US$ 80 bilhões, ou 3,83% do PIB.

Entram na conta do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas.

O investimento para participação no capital foi de US$ 8,596 bilhões no mês passado, incluindo lucros reinvestidos, somando US$ 59,138 bilhões no ano. E os lucros reinvestidos foram de US$ 516 milhões no mês.

Já os empréstimos intercompanhias responderam por saída de US$ 3,188 bilhão em dezembro. No ano, as entradas foram de US$ 11,194 bilhões.

Fonte Oficial: Valor.

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