Davos: Na conclusão do Fórum, Lagarde aponta três riscos para 2018 – Valor

DAVOS, SUÍÇA  –  A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, reafirmou a aceleração do crescimento econômico mundial para 2018, mas alertou para três riscos de curto prazo, na sessão final do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça.

Ao ser indagada pelo moderador do debate sobre o que pode dar errado, Lagarde apontou vulnerabilidade financeira, excessiva desigualdade que está aumentando em algumas regiões, além da falta de cooperação internacional e os problemas que vem com isso.

Alfinetadas em Trump 

Para Lagarde, a vulnerabilidade financeira está diretamente ligada ao corte de impostos nos Estados Unidos. O FMI, esta semana, já tinha alertado que a reforma aprovada pelo governo Trump vai contribuir para o crescimento americano nos próximos cinco anos, com impacto positivo para os parceiros comerciais, principalmente Canadá e México. mas também que esse impulso será de “curta duração” e deverá ampliar o déficit de contas correntes dos EUA, reforçar o dólar e afetar os fluxos de investimentos internacionais.

Sobre a desigualdade, Lagarde foi aplaudida quando insistiu que os resultados do crescimento precisam ser melhor distribuídos. A diretora-gerente do FMI também defendeu maior cooperação internacional pouco depois de ter ouvido Trump, no mesmo plenário, tentar explicar que sua política isolacionista de “America First” é bom para o resto do mundo.

“Para ter comércio recíproco e justo é preciso ter cooperação internacional”, afirmou Lagarde, contrapondo-se à posição protecionista de Trump.

Mary Callahan Erdoes, CEO de Asset and Wealth Management do J.P. Morgan Chase, afirmou que a maior preocupação que ouviu de participantes do Fórum de Davos “foi a de que não há preocupação”. O otimismo é grande.

Para Mark Carney, presidente do Banco Central do Reino Unido, o crescimento global é mais sustentável agora. Para o executivo, não se estão vendo um ”boom” de consumo, mas, sim, de investimentos. Além disso, Carney não vê riscos, no horizonte, de explosão de bolhas financeiras.

Fonte Oficial: Valor.

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