BC: Crescimento do crédito parece alinhado com recuperação da economia – Valor

BRASÍLIA  –  O mercado de crédito teve dois comportamentos distintos em 2017, de queda até agosto/setembro e taxas de crescimento no último trimestre, segundo o chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha. “No último trimestre, se iniciou um processo gradual de recuperação que parece alinhado com a recuperação da atividade”, notou.

O saldo total de crédito ficou em R$ 3,1 trilhões, com crescimento de 1,3% no trimestre, mas retração de 0,6% no ano. O saldo de pessoas físicas puxou a recuperação no fim de 2017, com alta de 2,1% no último trimestre e 5,6% no ano. Já o crédito das empresas caiu 7% no ano, mas teve breve recuperação de 0,3% no trimestre.

Ainda de acordo com Rocha, o crédito livre puxou a recuperação, com alta de 1,7% no ano, impulsionado por avanço de 3,5% no trimestre. O saldo das pessoas físicas cresce desde maio de 2016, atingindo o maior estoque desde março de 2007, início da série história do BC, somando R$ 1,648 trilhão.

O crédito direcionado fechou o ano com queda de 3%, sendo que o segmento de empresas caiu 11,6% no ano passado, resultado que tem grande influência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que encolheu sua carteira em 11,8% em 2017.

Rocha lembrou que os dados de dezembro do crédito têm forte influência do recebimento do 13º salário, que leva as pessoas a quitar empréstimos em linhas mais caras, como cartão de crédito rotativo e cheque especial. Por outro lado, há aumento do cartão de crédito à vista. No lado das empresas, aumentam as operações de curto prazo, para pagamentos de fim de ano, como desconto de duplicata.

Fonte Oficial: Valor.

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