Transexuais têm vagas exclusivas de emprego no Sine de Porto Alegre – Jornal do Comércio

Para marcar o Dia Nacional da Visibilidade Trans, o Sine Municipal de Porto Alegre destinou, nesta segunda-feira (29), 200 vagas exclusivas a candidatos transexuais. As pessoas puderam se inscrever a ofertas em diversas funções e também buscar a confecção do carteira de nome social, na qual aparece o nome pelo gênero, um direito previsto desde 2011 no Estado. 

O diretor de Trabalho, Emprego e Renda da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social e Esporte, Leandro Balardin, computou até o fim da manhã quase 80 pessoas em busca das ofertas em funções como de operador de caixa e atendente de telemarketing. O atendimento ocorreu na sede na avenida Sepúlveda, próximo ao Cais Mauá. “Os candidatos entraram no processo seletivo para duas ou três empresas e realizaram as entrevistas”, explica Balardin.

Para se habilitar às ofertas, a pessoa tinha de apresentar comprovante de residência e Carteira de Trabalho. Quem não tinha a carteira de nome social pôde fazer a solicitação para a confecção, mas não era exigência para as vagas. “Quem não tinha a identidade social foi encaminhado para fazer e terá o documento em até 15 dias”, diz o diretor. Além dessas opções específicas, os transexuais também puderam se candidatar a mais 192 vagas em diversas áreas ofertadas pelo Sine.

A ação do Sine foi comemorada por organizações que lutam pelo reconhecimento e respeito aos transexuais e maiores oportunidades de inserção no mercado de trabalho. A coordenadora da ONG Igualdade,  Marcelly Malta, ressaltou que a iniciativa é “importantíssima”. “Cerca de 90% dos transexuais ainda vivem como profissionais do sexo, na prostituição”, diz Marcelly, lembrando que não há nada contra a atividade. O problema é a violência e a falta de seguridade.

“Esta ação (do Sine) é uma chance para que as pessoas possam ter um emprego, um trabalho com carteira assinada. Muitos vão para a prostituição por não ter escolha. Emprego é fundamental para ter uma aposentadoria na velhice”, cita a coordenadora da ONG. Marcelly considerou um avanço a reserva das vagas, cujo preenchimento dependerá, observa, da qualificação da candidata. Ela lembrou que já há iniciativas com empresas como Walmart e a Cootravipa, na área da limpeza e conservação urbana. A ONG também auxilia na montagem de currículo para cada candidato levar na solicitação das vagas.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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