Dólar fecha em alta ante o real, pressionado pelo exterior e formação da Ptax – Jornal do Comércio

Após ter renovado as máximas no início da tarde, o dólar desacelerou a alta na reta final do pregão desta terça-feira (30) e encerrou na casa dos R$ 3,18. Como na véspera, o exterior ditou o rumo dos negócios. O ambiente de aversão ao risco penalizou principalmente moedas emergentes e ligadas a commodities, afetadas ainda pela queda do petróleo no mercado internacional. No campo doméstico, a formação da Ptax, na quarta-feira (31) também influenciou os negócios.

Com isso, a divisa americana deu sequência ao movimento de correção visto na sessão anterior, recuperando parte das perdas da semana passada, quando chegou ao patamar de R$ 3,13. “O dólar volta a ganhar forças frente ao real, em linha com o movimento da moeda americana ante os emergentes”, escreveram analistas da Guide Investimentos. “O quadro internacional menos claro é algo que não contribui para o melhor desempenho dos ativos locais”, acrescentaram.

No início da tarde, o dólar ampliou fôlego ante moedas fortes e emergentes – renovando, inclusive, máximas ante o real – depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou, no Comitê Bancário do Senado, que apoia o dólar forte como uma medida de interesse de longo prazo dos EUA, em oposição à postura dele em Davos na semana passada.

Para Durval Correa, diretor da corretora MultiMoney, os investidores preferiram manter a cautela antes do discurso de Trump no Congresso, nesta terça à noite, sobre o Estado da União, e da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta. Além disso, na sexta-feira, saem os dados do mercado de trabalho americano (payroll) de janeiro. “Mas, basicamente, o que estamos vendo nos mercados, tanto aqui quanto lá fora, é mais um movimento normal de correção, já que o dólar caiu muito na semana passada.”

O dólar à vista fechou em alta de 0,48%, a R$ 3,1808. O volume foi de US$ 2,449 bilhões. No mercado futuro, a moeda americana para fevereiro terminou com ganho de 0,81%, a R$ 3,1820. O giro foi de US$ 21,583 bilhões.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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