Ibovespa cede à correção com exterior e fecha em queda – Valor

SÃO PAULO  –  O Ibovespa reduziu perdas mais perto do fechamento e quase zerou a queda do dia, depois de passar praticamente todo o pregão em campo negativo e chegar a tocar a mínima em 83 mil pontos com a realização de lucros estimulada pelo exterior. Após ajustes, o índice encerrou em baixa de 0,25%, aos 84.482 pontos, depois de chegar a cair mais de 1% no dia e atingir a mínima em 83.804 pontos. O volume financeiro foi de R$ 8,3 bilhões.

Analistas e operadores veem maior possibilidade de o índice passar por correções de curto prazo, com investidores embolsando lucros, após a forte escalada até os 85 mil pontos, da última semana. Esse movimento, porém, não altera a trajetória positiva para o ano e é considerada inclusive saudável pela velocidade com que o índice renovou recordes.

Com as bolsas americanas também sofrendo correção nesta terça-feira (30), o índice ganha justificativa adicional para se acomodar no campo negativo no dia.

Os três ativos de maior giro hoje encerraram todos em queda: Petrobras PN (-1,81%), Itaú Unibanco PN (-0,39%) e Vale ON (-1%).

Mas, no fechamento, os bancos zeraram as baixas do dia e colaboraram para que o índice tivesse um desempenho melhor do que o registrado até então. Segundo um operador, o investidor estrangeiro, que vinha operando na ponta vendedora, reverteu o posicionamento no fechamento e passou a atuar mais forte na ponta compradora.

Analistas mencionam que a cautela que predominou no mercado por aqui e no exterior acontece um dia antes do anúncio da decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) sobre política monetária. O evento não deve trazer surpresa, mas é muito aguardado especialmente porque os investidores vão observar o tom do comunicado da autoridade monetária, em busca de indicativos sobre o ritmo da inflação no país e sobre a alta de juros neste ano.

“Na falta de grandes catalisadores, o estrangeiro foi chamado à realização de lucros e decidiu manter a cautela antes do Fed. Não deve trazer grande surpresa a decisão de amanhã, mas, na dúvida, com os ativos já subindo muito, o investidor aproveita para reduzir exposição”, diz Ricardo Peretti, analista do Santander.

A entrada do estrangeiro no Brasil, no entanto, permanece bastante forte até recentemente. Somente em 26 de janeiro, o não residente colocou quase R$ 2 bilhões na bolsa; no acumulado de janeiro, a entrada de recursos já soma R$ 9,2 bilhões.

Fonte Oficial: Valor.

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