Paulo Guedes critica “patrulhamento” por conversar com Bolsonaro – Exame

“O cara é capitão e fala palavrão, então não pode? Isso é coisa de maluco”, disse o economista Paulo Guedes sobre sua associação com Bolsonaro

access_time 30 jan 2018, 17h37 – Publicado em 30 jan 2018, 17h21

São Paulo – “O cara é capitão e fala palavrão, então não pode? Isso é coisa de maluco”, disse nesta terça-feira (30) o economista Paulo Guedes sobre sua associação com Jair Bolsonaro.

O economista foi citado no final de novembro pelo pré-candidato à presidência e deputado federal como possível ministro da Fazenda em sua gestão.

Guedes diz que Bolsonaro pediu sua permissão para citar seu nome, o que demonstra ser “um cara correto”, mas que ainda “tem tempo” até isso virar um programa de governo:

“Me chamou pra conversar, não pode? Vai ter patrulhamento? Se for um programa liberal-democrata com apoio pensando em governabilidade pensando em reformas políticas e econômicas com apoio costurado, por que não pode?”, questionou.

Guedes aproveitou para elogiar o “extraordinário trabalho” de Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, que falou no evento mais cedo.

Guedes defendeu a reforma da Previdência, mas diz que a proposta em tramitação é insuficiente e defendeu uma transição suave para um sistema de capitalização e não de repartição.

“Seu filho está desempregado para seu neto achar que vai ter Previdência”, disse ele antes de citar Estados Unidos e China como exemplos de sucessos econômicos onde não há encargo trabalhista e nem garantias previdenciárias: “funciona de um lado, funciona de outro, será que não funciona aqui?”.

Perfil

Paulo Guedes já foi professor de macroeconomia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) no Rio de Janeiro.

Ele tem um Ph.D. pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, identificada como centro global do pensamento econômico liberal.

Guedes também é um dos fundadores do Instituto Millenium, que tem como missão disseminar o pensamento liberal, e publica regularmente textos no seu site.

No setor privado, Guedes foi um dos três fundadores em 1983 do Banco Pactual, depois comprado e transformado no BTG Pactual, o maior banco de investimento brasileiro.

Ele também foi um dos fundadores e chegou a presidir o Ibmec (atual Insper). Foi criador da BR Investimentos, uma empresa de private equity (investimento em ações privadas) que hoje integra a Bozano Investimentos.

Sua carreira no setor privado incluiu passagem também pelo conselho de administração de companhias como Localiza, PDG e Anima Educação, mas o interesse pela política ficou mais claro recentemente.

Fonte Oficial: Exame.

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