Autoridade bancária da UE inicia teste de estresse em bancos – Valor

SÃO PAULO  –  A Autoridade Bancária Europeia (EBA) lançou nesta quarta-feira (31) seu teste de estresse de 2018 para os bancos da União Europeia (EU). Uma das razões é medir o impacto do Brexit (saída do Reino Unido do bloco) sobre o sistema financeiro. Serão testados os 48 maiores bancos entre 33 países sob a jurisdição do Mecanismo de Supervisão Única (SSM) – cobrindo cerca de 70% do total de ativos do setor bancário na área do euro. Os resultados devem ser publicados até 2 de novembro de 2018.

O cenário adverso – o mais severo – implica “um desvio” do PIB da UE de 8,3% em 2020 em relação ao seu nível de base. As projeções para as taxas implícitas de crescimento real do PIB neste cenário são de -1,2%, -2,2% e + 0,7%, em 2018, 2019 e 2020, respectivamente.

Segundo a EBA, “o teste de estresse é projetado para fornecer aos supervisores, bancos e outros participantes do mercado um quadro analítico comum para comparar consistentemente e avaliar a resiliência dos bancos da UE aos choques econômicos”, diz o comunicado da EBA. Pela primeira vez serão incorporados os padrões contábeis da IFRS 9.

O cenário de base está em linha com a previsão de dezembro publicada pelo Banco Central Europeu (BCE), enquanto o cenário adverso assume a materialização de quatro riscos sistêmicos, que atualmente representam as ameaças mais importantes à estabilidade do setor bancário da UE:

1) Reprecificação abrupta e considerável dos prêmios de risco nos mercados financeiros globais, que se espalharia para os países europeus e resultaria num aperto das condições financeiras;

2) Um ciclo adverso entre a fraca rentabilidade dos bancos e o baixo crescimento nominal resultante do declínio da atividade econômica na União Europeia (isso afetará, em particular, as instituições nos países que enfrentam desafios estruturais em seu setor bancário);

3) Problemas de sustentabilidade da dívida pública e privada em meio à reprecificação dos prêmios de risco e aumento da incerteza política;

4) Riscos de liquidez no setor financeiro não bancário, com potencial contaminação para o sistema financeiro mais amplo.

Fonte Oficial: Valor.

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