Bolsas da Europa têm fechamento misto, com balanços, inflação e Fed no radar – Jornal do Comércio

Os principais mercados de ações da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira mistos, influenciados pela divulgação de resultados corporativos das companhias, pela inflação ao consumidor da zona do euro e pela decisão política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que será divulgada no final da tarde. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em 395,46 pontos (-0,17%).

A safra de balanços corporativos na Europa está a todo vapor, e se tornou o principal motor das negociações na sessão.

Antes da abertura dos negócios, o banco espanhol Santander divulgou lucro líquido de 1,54 bilhão de euros no quarto trimestre de 2017, 4% menor que o ganho obtido em igual período de 2016. Itens não recorrentes pesaram no resultado, como esperavam analistas. Assim, o papel da empresa, comercializado na Bolsa de Madri, subiu 0,88%. O índice Ibex-35 terminou em 10.451,50 pontos (+0,22%).

A siderúrgica ArcelorMittal, a maior companhia do setor no mundo, teve lucro líquido de US$ 1,04 bilhão no quarto trimestre de 2017, representando mais que o dobro do ganho de US$ 403 milhões apurado em igual período do ano anterior. Parte do resultado se deveu ao aumento das exportações de aço e de minério de ferro. As ações da companhia subiram 1,06% na Bolsa de Paris, que fechou em 5.481,93 pontos (+0,15%).

No Reino Unido, o balanço da empresa de serviços financeiros Capita acendeu o “alerta vermelho” nos investidores, segundo avaliação do analista da CMC Markets David Madden. A empresa suspendeu o pagamento de dividendos e alertou para a possibilidade de o resultado de 2018 ser afetado por causa dos altos níveis de endividamento. As ações da companhia mergulharam 47,53% na Bolsa de Londres, que fechou em queda aos 7.533,55 pontos (-0,72%).

No cenário macroeconômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,3% na comparação anual de janeiro, perdendo força em relação ao aumento de 1,4% verificado em dezembro. A prévia de janeiro veio em linha com a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

Na França, porém, a inflação anual acelerou de 1,2% em dezembro para 1,4% em janeiro, acima do consenso de 1,2%, o que foi visto por analistas da Pantheon Macroeconomics como uma sinalização de que a inflação do bloco pode subir nos próximos meses.

Assim, o euro manteve no nível de US$ 1,24, o que não é atrativo para companhias exportadoras. Com a moeda comum forte, na Bolsa de Frankfurt, os papéis da Infineon Technologies cederam 1,01%. O índice DAX foi para 13.189,48 pontos (-0,06%).

A Bolsa de Milão fechou em 23.507,06 pontos (+0,11%) e a de Lisboa terminou na mínima aos 5.663,44 pontos (-0,51%).

Os investidores europeus esperaram ainda a decisão de política monetária do Fed, que anuncia às 17h o nível de juros nos EUA. Ainda que a expectativa seja de manutenção das taxas, os operadores acompanharão o tom para o aperto monetário neste ano.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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