Juros zeram queda e fecham perto da estabilidade e dólar se firma em alta – Jornal do Comércio

Após passarem a manhã em baixa, os juros futuros se acomodaram perto dos ajustes anteriores durante à tarde, com a maioria dos contratos encerrando estáveis nesta quarta-feira. As taxas zeraram a queda em meio à virada do dólar, que passou a exibir leve alta no meio da etapa vespertina, retomando o patamar dos R$ 3,18.

Nas ações, o Ibovespa sustenta-se acima dos 85 mil pontos, com alta de pouco mais de 1%. Logo mais, às 17 horas (de Brasília), o mercado acompanha o resultado da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), mas sem muita expectativa. Há consenso em torno da aposta de manutenção da taxa entre 1,25% a 1,50%.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou em 6,805%, de 6,810% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 fechou estável em 8,00%. A taxa do DI para janeiro de 2021 passou de 8,81% para 8,82% e a do janeiro de 2023 terminou no mesmo patamar o ajuste anterior, a 9,51%, na máxima.

Pela manhã, as taxas estiveram em baixa, reagindo aos números trazidos pela pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial, a primeira realizada após a condenação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância. O destaque foi a queda no potencial de transferência de votos do ex-presidente, já que o mercado dá como certo de que ele terá sua provável candidatura a Presidência impugnada pela Justiça.

De acordo com o levantamento, o porcentual de eleitores que não votariam em um nome apoiado pelo petista subiu para 53%, de 48% em novembro. Os entrevistados que votariam num candidato apoiado por Lula passaram de 29% em novembro para 27%.

Lula lidera os cinco cenários em que é incluído, com entre 34% e 37% da preferência – mesma faixa do levantamento de dezembro. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) vem em segundo lugar, com 15% a 18% das intenções de voto – no mês passado, o parlamentar tinha entre 17% e 18%.

Com relação à reforma da Previdência, o mercado segue acompanhando a mobilização do governo, mas ainda está cético em relação à aprovação no dia 19 de fevereiro, data marcada para a votação na Câmara. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, disse que se não for votada até fevereiro não irá mais colocar o assunto em pauta e culpou o governo e os políticos pela dificuldade em convencer a população.

“A Previdência está quebrada, mas a sociedade não acredita nisso. Culpa de quem? Culpa nossa que comunica mal. Culpa do governo, que tem um canhão na mão que são os comerciais e está comunicando mal. Culpa nossa que também não fala direito”, emendou o parlamentar.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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