Santander diz que é preciso tornar claras taxas embutidas no parcelado – Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 12h48) O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, afirmou que uma eventual mudança no setor de cartões terá de ser feita de forma gradual, já que a área está assentada em uma série de subsídios cruzados. A jornalistas, o executivo disse que “não há nada de errado na questão do parcelado do cartão por si só”, mas hoje não ficam claros os juros e impostos embutidos no produto. “Tem de desmontar ou trazer transparência”, afirmou.

Rial destacou que um ponto a ser observado nas mudanças na regulamentação de cartões diz respeito à capacidade dos varejistas de ter acesso a capital de giro. “Se ele tem capital de giro, todo o resto é acessório”, afirmou, alertando que “mexidas repentinas” alterariam todo o setor.

Uma parte da indústria de cartões, incluindo os bancos, e uma ala do setor de varejo vêm defendendo a substituição do parcelado sem juros por um crediário ao consumidor, para ser usado na loja que quiser e com o prazo que preferir. Essa proposta foi apresentada ao Banco Central (BC).

Rial elogiou o trabalho que o órgão regulador tem feito para reduzir assimetrias no sistema financeiro. O executivo ponderou apenas que elas não devem ser feitas de forma repentina.

LIG

Nessa linha, o executivo defendeu que o BC regulamente as letras imobiliárias garantidas (LIG), novo instrumento de funding para o crédito habitacional. “Precisamos começar a emitir”, disse. “Tem que ter velocidade.”

Segundo ele, é mais importante para os bancos a regulamentação da LIG que uma eventual abertura da operação do funding com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), hoje feita apenas pela Caixa, para as instituições privadas.

No caso do FGTS, Rial disse que a discussão é maior do que a questão de operação dos recursos pelos bancos privados. “É um dinheiro do cidadão que não é gerido por nós. Não precisamos de um Estado tutelar”, afirmou.

Segundo ele, a liberação das contas inativas do FGTS foi uma grande decisão, que beneficiou a sociedade como um todo e o crescimento.

Fonte Oficial: Valor.

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