Consumo de energia cresce 0,8% em 2017, primeira alta em três anos – Jornal do Comércio

O consumo de energia elétrica totalizou 463.948 gigawatts-hora (GWh) em 2017, o que corresponde a um crescimento de 0,8%, no primeiro resultado positivo dos últimos três anos, segundo levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Somente em dezembro, o consumo foi de 39.288 GWh, alta de 1,7% em relação ao verificado no mesmo período do ano anterior.

O consumo no mercado cativo (atendido pelas distribuidoras) teve queda de 5,6% em 2017 e de 3% em dezembro, influenciada pela migração de consumidores para o mercado livre, que cresceu 18,4% e 13,7%, respectivamente.

Dentre as classes de consumo, destaque para o segmento industrial, que cresceu 1,3% no ano passado, alcançando 165.883 GWh, após duas quedas consecutivas nos anos anteriores, reflexo da melhora “lenta e gradual” da conjuntura econômica. A EPE destacou o desempenho dos ramos extrativo mineral (+4,9%), alimentício (+3,6%) e de papel e celulose (+2,9%), mas também chamou a atenção a alta de 5,5% no consumo de energia pelo setor automotivo.

A classe residencial, por sua vez, registrou um aumento mais tímido no consumo de energia, de 0,8%, influenciado principalmente pela expansão da base de consumidores. “Mesmo crescendo aquém do histórico, afetada pela fraca atividade do mercado imobiliário, a base avançou 2,4%, alcançando 70,9 milhões de unidades consumidoras, e compensou, assim, a retração a 157 kWh/mês (-1,5%) do consumo médio por residência”.

A EPE salientou que o consumo residencial apresentou desempenho mais positivo no segundo semestre (+1,4%) em relação à primeira metade do ano (+0,6%) e lembrou que ao longo do ano as condições do mercado de trabalho foram melhorando, ao passo que o barateamento do crédito e os recursos extraordinários do FGTS incentivaram a compra de eletrodomésticos, em parte visando a substituição de equipamentos.

“A entrada desses equipamentos mais eficientes que os anteriores implica uma redução do consumo”, explicou a EPE, prevendo que a situação deve se reverter num segundo momento, à medida que o mercado de trabalho se torne mais consistente e o orçamento doméstico esteja menos pressionado, permitindo a aquisição de novos equipamentos que possam resultar em aumento do consumo de energia.

Por fim, a classe comercial apresentou pequena variação no consumo em 2017, de 0,3% frente ao ano anterior, influenciada pelo crescimento registrado em 15 das 27 unidades da federação, o que, na visão da EPE, evidencia a “disparidade na retomada da atividade econômica dentre os Estados”.

Considerando somente o comportamento de dezembro de 2017, o consumo industrial cresceu 4,4%, apesar de o mês ter tido dois dias úteis a menos que igual período de 2016. Destaque para o setor metalúrgico, que demandou 11% mais eletricidade, seguido pelos setores de borracha e material plástico (+6,8%) e automotivo (+6,6%). Já a classe comercial apresentou uma evolução no consumo de eletricidade de 1,4% no período, desempenho também atribuído à retomada da economia.

O consumo de energia elétrica por residências cresceu apenas 0,3% no último mês de 2017, em relação ao ano anterior. Segundo a EPE, fatores como temperatura mais amenas e ciclo de faturamento (com menos dias) teriam influenciado no desempenho. “Expurgado, por exemplo, o efeito do ciclo menor de faturamento, o crescimento verificado seria de aproximadamente 1%”, afirmou.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!