Otimismo com Brasil e fraqueza no exterior levam dólar a fechar em queda – Jornal do Comércio

O cenário favorável a ativos de risco e a fraqueza do dólar no exterior levaram o real a se valorizar na sessão desta quinta-feira (1º) com a moeda dos EUA caindo para o patamar dos R$ 3,16. Segundo analistas, os investidores seguem otimistas com o Brasil, e os dados econômicos mais recentes corroboram a percepção de que a economia doméstica está de fato se recuperando. Nem mesmo as incertezas em relação à votação da reforma da Previdência neste mês e o vencimento, amanhã, de US$ 3 bilhões em linhas leiloadas pelo Banco Central em dezembro tiraram o bom humor do mercado.

Segundo Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos, os mercados mantêm o viés positivo para ativos de risco, diante do otimismo com o crescimento global e resultados corporativos sustentando fundamentos. “O excesso de liquidez mundial continua; o presidente do BC da Áustria, Ewald Nowotny, sinalizou nesta quinta que o Banco Central Europeu deve encerrar o programa de compra de títulos, mas isso só deve ser definido em setembro, e uma alta de juros por lá só deve ocorrer no ano que vem”, afirmou.

Após as declarações de Nowotny, o euro renovou as máximas ante o dólar e também impactou o juro do T-bond de 30 anos. O índice DXY, que compara o dólar a seis divisas fortes, estava abaixo de 89 pontos, no menor nível em mais de três anos. A moeda americana também perdia para a maioria das divisas emergentes e ligadas a commodities, sob influência ainda da alta do petróleo no mercado internacional, apesar do aumento das apostas de elevação dos juros americanos em março.

Em relação ao Brasil, o bom humor continua, em meio a novos indicadores econômicos positivos, entre eles a produção industrial de dezembro, que subiu 2,8% em dezembro de 2017 ante novembro, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das estimativas de analistas coletadas pelo Projeções Broadcast, que era de +1,85%. “Esses indicadores macroeconômicos reforçam o otimismo dos investidores, mantendo forte o ingresso de recursos no Brasil”, comentou Raphael Figueredo, sócio e analista da Eleven Financial.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,67%, a R$ 3,1697. O giro foi de US$ 864 milhões. No mercado futuro, a moeda americana para março encerrou em queda de 0,59%, a R$ 3,1765. O giro foi de US$ 17,674 bilhões.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!