Embraer nega, pela segunda vez, que acordo com Boeing esteja fechado – Valor

SÃO PAULO  –  Pela segunda vez nesta sexta-feira, a Embraer afirmou, por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que segue negociando formas de combinação com a americana Boeing, mas que ainda não possui nem modelo nem valores para fechar essa transação.

Depois de apresentar nota em resposta à CVM por causa de notícia publicada ontem no Correio Braziliense, a Embraer voltou a repetir a mesma explicação após notícia divulgada no site de “O Globo”, na qual a jornalista Miriam Leitão diz que Embraer e Boeing concordaram em criar uma terceira empresa.

No comunicado desta tarde, a empresa diz: “a Embraer e a Boeing têm mantido entendimentos, inclusive por meio do grupo de trabalho, do qual o Governo Brasileiro participa, com vistas a avaliar possibilidades para combinação de negócios. Destaca-se que a Embraer não aceitou e tampouco recebeu proposta da Boeing Co., uma vez que as partes envolvidas ainda estão analisando possibilidades de viabilização de uma combinação de seus negócios, que poderão incluir a criação de outras sociedades”.

A Embraer reiterou novamente que “não há garantia de que a referida combinação de negócios venha a se concretizar”.

“Quando e se definida a estrutura para combinação de negócios, sua eventual implementação estará sujeita à aprovação não somente do Governo Brasileiro, mas também dos órgãos reguladores nacionais e internacionais e dos órgãos societários das duas companhias. Caso fatos novos de caráter relevante se verifiquem, a Embraer os divulgará na forma prevista nas normas da CVM, mantendo o elevado padrão de comunicação com o mercado e seus acionistas que sempre buscou adotar”, disse a Embraer.

A informação publicada no site de “O Globo” mexeu com as ações da Embraer, que chegaram a subir perto de 10%. Há pouco, o papel avançava 4,71%% , cotado a R$ 21,36.

As reportagens sinalizam que as tratativas que foram confirmadas pelas duas empresas em 21 de dezembro do ano passado estão mais próximas de um termo que contente o governo brasileiro.

Esse modelo já estava na mesa das duas empresas, conforme matéria do Valor em 2 de janeiro passado, e ganhou força nas semanas seguintes, com reportagem publicada também no Valor em 19 de janeiro.

Fonte Oficial: Valor.

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