Juros futuros têm maior alta desde novembro – Valor

SÃO PAULO  –  As taxas de juros de médio e longo prazos negociadas na B3 tiveram, nesta sexta-feira (2), a maior alta em dois meses e meio, num pregão de forte ajuste em várias classes de ativos em todo o mundo, na esteira do persistente “sell-off” na renda fixa global que já acende o sinal amarelo de investidores mais otimistas.

O DI janeiro/2021 chegou às 16h com 11 pontos-base de alta sobre o fechamento de ontem. Mantida essa variação até o fim dos negócios, será a maior alta desde 14 de novembro do ano passado (12 pontos-base).

Da mesma forma, o DI janeiro/2023 está 14 pontos-base mais alto que quinta-feira (1º de fevereiro), acréscimo mais forte também desde 14 de novembro (16 pontos-base).

A pressão nas curvas de médio e longo prazo no Brasil reflete a forte alta do dólar, que na máxima subiu 1,71% (maior alta em dois meses), prestes a anular a queda desde o julgamento do ex-presidente Lula (na quarta-feira, 24 de janeiro). A reação do câmbio é uma resposta à disparada dos “yields” dos Treasuries, com a taxa do papel de dez anos batendo máximas em quatro anos, acima de 2,8%. Um indicador do BofA passou a recomendar “venda” de ativos de risco, o que não ocorria desde 2013.

“O mercado começa a questionar se o Fed está atrás da curva. E isso de fato não estava e nem está ainda precificado. Isso significa que existe um risco real para os mercados, caso os dados americanos venham muito fortes”, disse um gestor, lembrando que o “sell-off” dos mercados se acentuou nesta sexta após a divulgação de dados mais fortes que o esperado de emprego e renda nos Estados Unidos.

No fim da tarde, o DI janeiro/2023 ia a 9,620% ao ano (9,47% no ajuste anterior), o DI janeiro/2021 tinha alta para 8,930% (8,81% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 subia a 6,830% (6,805% no ajuste anterior).

Nos vértices mais curtos, as taxas também subiram, mas ainda indicam que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Selic na semana que vem. Os contratos embutem 100% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (7), mas apenas 29% de chance de nova redução nessa magnitude em março.

Fonte Oficial: Valor.

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