Bolsas asiáticas seguem tombo de Nova Iorque e fecham em forte baixa – Jornal do Comércio

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em forte queda nesta segunda-feira (5), seguindo o comportamento dos mercados de Nova Iorque no fim da semana passada. A exceção foi a de Xangai, que pode ter sido sustentada por intervenção do governo chinês.

Na sexta-feira (2), os principais índices acionários de Wall Street tiveram robustas perdas na esteira de dados de empregos e inflação salarial melhores do que o esperado nos EUA. Os números reforçaram a visão de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) terá espaço para elevar juros em ritmo mais rápido do que o atual.

No ano passado, o Fed aumentou juros básicos em três ocasiões, a última delas em dezembro. Nos últimos tempos, ganhou força a especulação de que o BC dos EUA poderá elevar suas taxas quatro vezes em 2018.

Em Tóquio, o Nikkei sofreu um tombo de 2,55% hoje, a 22.682,08 pontos. A queda do índice japonês foi a maior em um único dia desde que Donald Trump foi eleito presidente dos EUA, em novembro de 2016.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi registrou baixa de 1,33% em Seul, a 2.491,75 pontos, enquanto o Taiex caiu 1,62% em Taiwan, a 10.946,25 pontos, na pior sessão em dois meses, o Hang Seng recuou 1,09% em Hong Kong, a 32.245,22 pontos, e o filipino PSEi mostrou ainda queda mais expressiva em Manila, de 2,21%, a 8.616,00 pontos.

Na China, os principais mercados tomaram direções opostas, após apresentarem seu pior desempenho semanal desde 2016. O Xangai Composto subiu 0,73%, a 3.487,50 pontos, em meio a indícios de compras por fundos de investimentos estatais, mas o Shenzhen Composto, que é formados por startups e empresas de menor valor de mercado, caiu 0,84%, a 1.806,30 pontos.

Pesquisa da IHS Markit/Caixin Media, divulgado nesta madrugada, mostrou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços chinês subiu de 53,9 em dezembro para 54,7 em janeiro, atingindo o maior nível desde maio de 2012. O indicador sugere expansão mais forte do setor.

Na Oceania, a bolsa australiana teve a maior queda desde 30 de junho do ano passado, influenciada pela liquidação de ações em Nova Iorque e na Ásia. O S&P/ASX 200 caiu 1,56% hoje em Sydney, a 6.026,20 pontos, apagando os ganhos dos três pregões anteriores.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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