Bolsas de NY afundam; Dow Jones tem maior queda em pontos da história – Valor

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta segunda-feira após uma sessão de ampla volatilidade, com movimento global de correção. Os investidores desencadearam uma onda vendedora diante dos sinais de aumento da inflação nos EUA e elevação dos rendimentos (“yields) dos Treasuries. A forta baixa ocorreu em sequência a um amplo rali observado desde o ano passado.

No fechamento, o Dow Jones caiu 4,6%, aos 24.345,75 pontos, e agora recua 1,51% no ano. No dia, o índice caiu 1.175 pontos, a maior perda diária em pontos já registrada em sua história. No pior momento, o Dow Jones chegou a mergulhar 1.500 pontos. 

Com o tombo de hoje, Dow Jones e S&P 500 anularam a valorização acumulada no ano e passaram a cair.

Em janeiro, o Dow Jones, índice das blue-chips americanas ultrapassou o patamar de 26 mil pontos, apenas 12 sessões depois de chegar aos 25 mil pontos, no avanço mais rápido de 1 mil pontos da história.

Já o S&P 500 recuou 4,10%, aos 2.648,94 pontos, e perde 0,92% em 2018. O Nasdaq registrou baixa de 3,78%, aos 6.967,52 pontos, mas ainda sobe 0,93% no acumulado deste ano.

O índice Vix, uma métrica de volatilidade das ações, disparava 117,48%, a 37,32, após ter fechado sexta-feira no maior nível desde novembro de 2016.

Os investidores têm corrigido o preço das ações desde sexta-feira, quando dados dos EUA mostraram alta de 2,9% em bases anuais nos ganhos salariais dos americanos. Foi a maior leitura desde junho de 2009, alimentando expectativas de que a inflação finalmente pode ganhar tração, forçando o Federal Reserve (Fed) a acelerar a alta do juro e empurrando os rendimentos dos Treasuries para cima.

Rendimentos maiores dos Treasuries e aumento da taxa de juros elevam o custo de captação das empresas e podem reduzir a atratividade das ações. E, no longo prazo, o aperto da política monetária pode inibir o crescimento econômico, um dos motores do rali do ano passado.

Na Europa, os mercados zeraram os ganhos no ano, mesma situação do Nikkei, de Tóquio, que tombou 2,5% hoje, maior perda diária desde 9 de novembro de 2016, e voltou ao zero a zero em 2018.

A queda de hoje em Nova York foi ampla em todos os 11 setores do S&P 500, mas foi puxada pelos setores de energia e financeiro, pressionados pelos declínios nas cotações do petróleo e nas ações do Wells Fargo, que tombou 8,8%. O Fed limitou o crescimento dos ativos do banco e determinou a substituição de quatro membros do conselho como punição por má conduta com os clientes. O Wells Fargo é acusado de abrir milhões de contas sem o conhecimento dos clientes e realizar cobranças indevidas em financiamentos de veículos e hipotecas.

Nos Treasuries, o dia é trégua, embora os rendimentos (“yields”) continuem a rondar as máximas desde 2014. Os yields das T-notes de 10 anos caem a 2,715%, de 2,852%, os dos T-bonds de 30 anos recuam a 3,010%, de 3,099%, e os de dois anos tem baixa a 2,036%, de 2,153%.

Fonte Oficial: Valor.

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