Festas de Carnaval mobilizam consumidores – Jornal do Comércio

Varejo


Notícia da edição impressa de 05/02/2018.
Alterada em 04/02 às 22h29min

Festas de Carnaval mobilizam consumidores

Perucas, tintas, tiaras, confetes e serpentinas estão entre os produtos mais procurados

MARCELO G. RIBEIRO/JC

Pedro Carrizo

A contagem regressiva para o feriado de Carnaval começou. Foliões já lotam as ruas das principais capitais brasileiras ao som de marchinhas e hits do ano. Consequentemente, a intenção de consumo da população cresce. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que as festividades mobilizam 72% de consumidores no Brasil, que gastarão, em média, R$ 847,00 – valor que sobe para R$ 1.185,42 nas classes A e B – durante os seis dias (de 9 a 14 de fevereiro) de folia. Supermercados, restaurantes, bares e o setor hoteleiro serão os principais gastos neste ano.

Entre os mercados que inflam com a chegada do Carnaval está o de artigos para festas, com índice de movimentação maior no período que antecede o feriado, de acordo com o Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre. O levantamento aponta que os consumidores da capital gaúcha gastarão, em média, R$ 44,51 em espumas, purpurinas, tiaras, colares havaianos e demais acessórios característicos do Carnaval.

As fantasias não estão entre os produtos mais procurados durante o período. Para o empresário gaúcho Fernando Scherer, proprietário da loja de acessórios de festa Glow!, localizada no Centro de Porto Alegre, a pouca procura por fantasias está relacionada às altas temperaturas nesta época do ano. “As pessoas buscam coisas frescas, divertidas, com muita cor e brilho. Penas, tintas, tiaras, espumas, confetes, serpentinas e, especialmente, neste ano, glitter ecológico são as peças mais procuradas na loja”, diz Scherer. O empresário, assim como outros procurados pela reportagem, confirma a baixa média de desembolso. “As pessoas não estão gastando tanto. Muitas vezes, um grupo de três pessoas leva R$ 100,00 em compras na loja.”

Blocos de rua movimentam as compras para a folia

Graciela Cechin planeja reduzir a aquisição de artigos neste ano

Graciela Cechin planeja reduzir a aquisição de artigos neste ano

/MARCELO G. RIBEIRO/JC

Carnaval é sinônimo de brilho para a estudante Bárbara dos Santos. A foliã irá passar a festa nos conhecidos blocos de rua de Laguna, em Santa Catarina, e leva da Capital diversos acessórios para o feriado. “A gente prefere fazer nossa fantasia, o que fica para comprar é algum chapéu ou coisa do tipo, sempre com muito brilho, glitter e purpurina”, diz Bárbara, que desembolsou R$ 55,00 em peças para ela e os amigos.

Foliã do carnaval de rua de Jaguarão, um dos maiores do Rio Grande do Sul, Graciela Cechin, anualmente, faz compras em acessórios para a semana de festas. No entanto, neste ano, deve reduzir gastos. “Em 2017, gastei pouco mais de R$ 270,00 nas peças de Carnaval, entre artigos para mim e para meu marido. Neste ano, planejo gastar menos do que o ano passado, mas, mesmo assim, estou buscando bastante itens”, destaca.

Assim como Graciela e Bárbara, 49% dos brasileiros planejam aproveitar o feriado em blocos de rua espalhados pelo País, segundo dados do CNDL e SPC. Em Porto Alegre, a expectativa é que o público deste ano supere o de 2017, que variou de 5 mil a 20 mil nos dias de desfile. Até março, 18 blocos de rua desfilarão na Capital.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) estima que cerca de 150 ambulantes cadastrados irão trabalhar durante os dias de folia. Todos os interessados em trabalhar no Carnaval de rua de Porto Alegre devem possuir alvará junto à Seção de Licenciamento de Atividades Ambulantes da SMDE, além de arcar também com a taxa de limpeza do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

No Estado, R$ 35 mi serão vendidos apenas em cerveja

Cerca de R$ 35 milhões serão vendidos em cerveja durante o período do Carnaval nos supermercados gaúchos, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). A bebida deve ser o carro-chefe, mas os refrigerantes também serão muito procurados nos estabelecimentos do Rio Grande do Sul. Há, ainda, um aumento na procura por chocolates, carne bovina, água mineral e energéticos.

O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, afirma que, mesmo com o impacto da migração dos porto-alegrenses para outras cidades, também existem oportunidades para o varejo na capital gaúcha. “Acreditamos que o supermercado que estiver preparado conseguirá tirar bons resultados da data”, diz o presidente.

No Estado, os setores hoteleiro, de supermercados, bares e restaurantes terão maior movimentação na região litorânea – sobretudo no Litoral Norte – do que na Capital. Porém, a Associação de Bares e Restaurantes do Estado (Abrasel-RS) ressalta que, mesmo com expectativa de grande movimentação nesta época do ano, ela não ultrapassa a média no comparativo com o mesmo período do ano passado. Em Porto Alegre, é esperada queda de 15% a 30% na busca pelo serviço. De acordo com dados do CNDL e SPC, 32% dos entrevistados deverão viajar a lazer até sexta-feira.


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Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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