Mercado financeiro eleva previsão de alta do PIB e reduz estimativa de inflação – Jornal do Comércio

O mercado financeiro alterou levemente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 2,66% para 2,70% no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (5). Há um mês, a perspectiva estava em 2,69%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%. Quatro semanas atrás, a expectativa era de 2,80%.

O Banco Central atualizou suas projeções para o PIB no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em dezembro. O crescimento projetado para 2017 – dado ainda não divulgado oficialmente pelo IBGE – é de 1,0%. Para 2018, a estimativa é de 2,6%.

No Focus desta segunda, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de avanço de 3,18% para alta de 3,35%. Há um mês, estava em 3,14%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

Na semana passada, o IBGE informou que a produção industrial subiu 2,8% em dezembro ante novembro, encerrando 2017 com alta acumulada de 2,5%.

No Focus desta segunda, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 permaneceu em 55,40%. Há um mês, estava em 55,60%. Para 2019, a expectativa no boletim Focus foi de 58,00% para 57,95% ante 57,70% de um mês atrás.

IPCA para 2018 cai de 3,95% para 3,94%

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o IPCA – o índice oficial de preços – para 2018. O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de 3,95% para 3,94%. Há um mês, estava em 3,95%. Já a projeção para o índice de 2019 permaneceu em 4,25%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas nesta segunda-feira no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação em 2018 fique dentro da meta, de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em janeiro, o IPCA de dezembro do ano passado, de 0,44%. Já a inflação acumulada em 2017 foi de 2,95%. Em dezembro, o Banco Central atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), suas projeções para o IPCA: 4,2% em 2018, 4,2% em 2019 e 4,1% em 2020.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus permaneceu em 3,78%. Para 2019, a estimativa do Top 5 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,72% e 4,25%, respectivamente.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,01% para 4,04% de uma semana para outra – há um mês, estava em 3,93%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para janeiro de 2018 seguiu em 0,40%. Um mês antes, estava em 0,39%. No caso de fevereiro, a projeção permaneceu em 0,44% ante 0,43% de quatro semanas antes.

No RTI, o BC também atualizou suas projeções de inflação de curto prazo: +0,53% em janeiro e +0,47% em fevereiro.

Com os investidores à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018.

O Relatório de Mercado Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,75% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. A Selic está atualmente em 7,00% ao ano.

Em dezembro, o Banco Central reforçou, por meio do RTI, a indicação de que pode reduzir a Selic em mais 0,25 ponto porcentual nesta semana, de 7,00% para 6,75% ao ano. Ao mesmo tempo, a instituição afirmou que sua decisão dependerá da evolução da atividade, dos riscos para o cenário – como o ligado ao andamento das reformas -, das avaliações sobre o estágio do ciclo monetário e das projeções para os índices de preços.

Em entrevista ao Broadcast. serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado janeiro, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a mensagem de política monetária de dezembro continua válida. Segundo ele, em fevereiro o BC vai observar os números disponíveis para decidir sobre a Selic.

No Focus desta segunda-feira, a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano. Há um mês, estava em 8,13% ao ano.

Já a Selic média de 2018 permaneceu em 6,75% ao ano, mesmo porcentual de quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,88% para 7,89% ante 7,90% de quatro semanas atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2018 em 6,50% ao ano, mesmo porcentual de uma semana e um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic é de 8,00%, igual ao verificado uma semana e um mês antes.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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