Petróleo fecha em queda pressionado por aumento da produção dos Estados Unidos – Jornal do Comércio

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira (5) com o barril negociado em Nova York registrando seu pior fechamento em duas semanas, em meio a preocupações com o aumento da produção nos Estados Unidos e ao aumento do dólar verificado mais cedo.

Na Nymex, o petróleo WTI para março fechou em queda de US$ 1,30 (-1,99%), a US$ 64,15 por barril, no menor nível desde 22 de janeiro, de acordo com a FacSet. Na ICE, em Londres, o Brent para abril fechou em queda de US$ 0,96 (-1,40%), a US$ 67,62 por barril.

O petróleo recua desde a sexta-feira (2), quando o Departamento do Trabalho dos EUA informou que a economia americana criou 200 mil empregos em janeiro e que os salários avançaram no mesmo período, sugerindo aumento da inflação à vista.

Uma possível alta da inflação aumenta as chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) apertar sua política monetária com elevações de juros, o que beneficia o dólar, encarecendo os contratos de vários ativos para investidores de outros países, incluindo o petróleo.

Nesta segunda, além da pressão de um dólar mais forte verificado mais cedo, os contratos do petróleo estão sendo prejudicados pelas preocupações de que o aumento da produção nos EUA resulte no desequilíbrio entre a oferta e a demanda do mercado, o que acabou pressionando os preços.

Na sexta-feira, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em operação nos EUA subiu seis na última semana, de 759 para 765. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, o avanço foi de 182.

Além disso, o Departamento de Estado dos EUA disse na semana passada que a produção diária de petróleo passou de 9,878 milhões de barris por dia para 9,919 milhões na semana anterior. Fonte: Dow Jones Newswires

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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