Após tombo histórico, bolsas de NY se recuperam e fecham em forte alta – Valor

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York aceleraram o ritmo na reta final dos negócios e fecharam em forte alta nesta terça-feira (6), em sessão de volatilidade intensa, um dia após o mercado registrar um tombo histórico. O movimento de hoje ainda não recupera toda a baixa de segunda-feira (5), mas foi suficiente para fazer Dow Jones e S&P 500 voltarem ao azul no acumulado do ano, arrefecendo os temores dos investidores de lá e de cá.

Na abertura, o indício era de que seria outra sessão de perdas acentuadas. Mas, após uma conturbada primeira hora de pregão, os índices passaram a navegar sem direção, alternando entre altas e baixas. Só entre as mínimas e máximas, por exemplo, o Dow Jones oscilou 1168 pontos, para então engatar um rali na última hora de negócios.

A forte volatilidade foi atribuída, por alguns investidores, a resquícios de nervosismo após a correção de ontem. 

O Dow Jones encerrou com valorização de 2,33%, aos 24.912,77 pontos, maior alta desde novembro de 2016. Já o S&P 500 subiu 1,74%, aos 2.695,14 pontos, e o Nasdaq avançou 2,13%, aos 7.115,88 pontos. Os três índices têm, agora, ganhos acumulados de 0,78%, 0,81% e 3,08% no ano, respectivamente.

Os ganhos foram generalizados entre quase todos os setores, com exceção do imobiliário e do de utilidades públicas. 

O tombo de ontem foi a junção de um cenário de correção a apostas de inflação e juros maiores, rendimentos (“yields”) dos Treasuries em elevação, operações técnicas com fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) e uma certa ansiedade dos investidores.

Desde a crise, as apostas contra a volatilidade por meio de ETFs se tornaram uma estratégia popular e lucrativa. No entanto, esta aposta sofreu um choque quando o índice VIX saltou à máxima de dois anos e meio ontem, praticamente colapsando o valor das cotas de dois ETFs, da Nomura e do Credit Suisse. Isso foi o suficiente para gerar um efeito em cascata nos três principais índices americanos. 

 O gatilho para acelerar essa correção depois de amplos recordes desde o ano passado começou na semana passada, quando ganhos salariais nos Estados Unidos começaram a apontar para a aceleração dos preços. Com os preços ganhando tração, o Federal Reserve (Fed), na visão do mercado, se veria obrigado a aumentar os juros mais do que as três elevações previstas até então. E as perspectivas de aperto monetário mais intenso provocaram uma puxada nos rendimentos (“yields”) dos Treasuries, movimento também potencializado pela inflação, que corrói o valor dos títulos de renda fixa.

Fonte Oficial: Valor.

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