Caixa precisa de R$ 6 bilhões para manter solidez – Jornal do Comércio

A Caixa precisa de R$ 6 bilhões neste ano para se enquadrar dentro das regras de instituições financeiras mais sólidas para assumir riscos. A cúpula do banco, mantendo o plano estabelecido ainda no ano passado, descarta o uso de qualquer ajuda financeira externa, como repasse do Tesouro Nacional ou do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

O plano de contingência, já aprovado, traça como fontes de recursos para atingir os R$ 6 bilhões uma emissão externa de bônus, a venda de carteiras atraentes e a preservação de uma política mais rígida na distribuição de dividendo aos acionistas, no caso, o governo. A Caixa já cortou pela metade a distribuição de dividendos, mas prefere reter os ganhos para promover uma espécie de recapitalização.

A nova gestão tem o desafio de despolitizar decisões e identificar redutos de corrupção. Uma auditoria interna faz um pente-fino na instituição. O banco é alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público e foi obrigado a destituir parte dos vice-presidentes acusados de pedir propina para liberar financiamentos.

A percepção é que a Caixa tem condição de resolver todas as pendências de gestão e financeiras. No entanto, reconhece que o desafio de 2018 será alinhar a estrutura do banco para cumprir o índice de Basileia 3, que mede a musculatura financeira dos bancos.

Para atender às exigências, os bancos são obrigados a garantir um volume maior de ativos próprios e líquidos (que possam ser convertido em dinheiro rapidamente em caso de crise). A Caixa, banco estatal, com uma série de políticas públicas para atender, precisa de um esforço adicional para atingir esse objetivo.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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