Empresas ainda não estão preparadas para transformação digital – Jornal do Comércio

O mercado só fala na importância de as empresas transformarem os seus negócios e avançarem no conceito do mundo digitalizado. Mas, quando esse tema é analisado além do discurso oficial, o que se vê é que as companhias brasileiras têm infraestruturas de TI ainda pouco preparadas para a Transformação Digital.

O estudo IT2 – Indicador de Transformação da TI, realizado pelo IDC, empresa de consultoria de tecnologia, e patrocinado por Dell EMC e Intel, mostra que as companhias instaladas no País têm uma nota média de 43,7 (de uma escala de 0 a 100) em relação à maturidade da infraestrutura de TI para suportar a digitalização dos negócios. O principal desafio está na automação de processos, com média de 33,9. O vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e de Redes da Dell EMC na América Latina, Marcelo Medeiros, admite que ainda há um longo caminho a se percorrer. “A transformação de TI será um passo essencial para suportar a digitalização dos negócios, a partir de infraestruturas flexíveis e escaláveis, com processos automatizados”, diz.

Foram ouvidos 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de TI de empresas privadas com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no segundo semestre de 2017, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: Processos Internos e Cultura, Automação de Processos e Modernização da Infraestrutura.

A Automação de Processos foi o tema com os mais baixos resultados (média de 33,9 pontos) entre os indicadores. Em seguida aparece a Modernização da Infraestrutura (com 42 pontos) e os Processos Internos e Cultura (com 55,2 pontos).

Em relação à Automação de Processos, o estudo indica que a maioria das empresas não utiliza mecanismos essenciais para automatizar processos de TI. Como reflexo, 57% dos entrevistados afirmam ainda não ter planos de implementar o chargeback (tarifação pelo uso) – para cobrar das áreas de negócios pelo uso efetivo dos recursos tecnológicos. O mesmo percentual não pretende adotar, por enquanto, o DevOps, metodologia voltada a melhorar a comunicação, integração e colaboração entre os responsáveis pela infraestrutura de TI e os desenvolvedores de software.

Só uma pequena parcela das organizações já implementou mecanismos avançados para automatização, apesar de essa questão ser essencial para que as empresas tenham agilidade para adequar o ambiente de TI para as novas demandas dos negócios relacionadas à transformação digital e consigam alocar os profissionais para tarefas estratégicas. Por enquanto, a virtualização tem sido o principal ponto avaliado pelos gestores da infraestrutura de TI no sentido de automatizar a gestão dos ambientes e ter mais flexibilidade para atender a novas demandas.

Quanto às análises relacionadas à modernização da infraestrutura, o estudo demonstra que, apesar de os negócios exigirem respostas cada vez mais rápidas e atualizadas da TI, as novas soluções de infraestrutura não têm sido adotadas ou analisadas na velocidade adequada. Como reflexo, muitas das empresas ainda não avaliam o uso de infraestruturas definidas por software, apontadas como um caminho essencial para garantir a modernização dos ambientes para atender à demanda por transformação digital.

Quando questionados sobre a perspectiva de adoção das tecnologias mais recentes para a modernização da infraestrutura de TI, 13% já implementaram o storage definido por software, e 8% planejam adotar em 12 a 24 meses. Apesar de o estudo demonstrar que Processos Internos e Cultura são o tema mais bem posicionado pelas organizações para suportar a transformação digital, só 19% dos entrevistados afirmam realizar a análise de Retorno sobre Investimento (ROI) de 100% dos projetos de TI, o que demonstra uma dificuldade de comprovar resultados para as áreas de negócio. Outro aspecto refere-se ao fato de que a maioria dos gestores da área de infraestrutura de TI considera que ainda não são vistos como estratégicos nas organizações.

Quando questionados sobre a percepção que os gestores têm da área de Tecnologia da Informação, só 24% apontam que representam um diferencial competitivo para o negócio, enquanto 44% se veem com uma área de serviços que alavanca os resultados da empresa, 30% como um centro de custos e 1% como inibidores para os negócios.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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