Itaú diz que 2017 foi desafiador e vê recuperação no crédito – Valor

SÃO PAULO  –  Apesar do lucro e rentabilidade em alta, 2017 revelou-se um ano muito desafiador, em um cenário de queda de juros, crédito ainda se recuperando e volumes aquém do esperado. A afirmação é do presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher.

“Os volumes foram aquém do que esperávamos, e os eventos de maio afetaram a recuperação”, disse, em referência à revelação das gravações dos donos do frigorífico JBS envolvendo o presidente Michel Temer.

Do lado positivo, Bracher destacou a queda da inflação e o início da retomada da economia. “A Selic menor foi compensada por um menor custo de crédito, aumento da receita com tarifas e crescimento de despesas abaixo da inflação”, afirmou, em teleconferência com analistas.

O presidente do Itaú afirmou que vê um crescimento sustentável do retorno sobre o patrimônio nos últimos dois anos.

Crédito

Bracher destacou que a área de crédito criou valor para o banco pela primeira vez desde 2014, com uma geração de R$ 100 milhões. “A carteira retomou o crescimento no quarto trimestre, liderado por pessoas físicas e pequenas empresas”, afirmou.

Bracher afirmou esperar que o crédito continue a gerar valor de forma sustentável nos próximos trimestres.

Segundo Bracher, a melhora no ambiente econômico torna mais positivas as perspectivas para a carteira de crédito neste ano, especialmente nos segmentos de pequenas empresas e pessoas físicas.

O executivo lembrou que a carteira de veículos fechou o quarto trimestre com o primeiro crescimento desde o fim de 2011.

Rede

Bracher afirmou que ainda pode haver impacto na rentabilidade da Rede, credenciadora de cartões do banco, neste ano. Porém, o retorno deve se estabilizar e melhorar depois disso.

O executivo reconheceu que há pressão competitiva, o que levou a Rede a perder participação no mercado. “Estamos reagindo a essa tendência, fazendo uma oferta mais combinada para o cliente”, disse.

Bracher destacou que a Rede também contratou mais 500 pessoas para atender companhias menores, que pagam melhores margens.

Em relação à rede de atendimento do Itaú, Bracher afirmou que não há novos fechamentos de agências previstos para serem feitos imediatamente, depois de o banco ter encerrado 208 unidades nos últimos dois anos.

“Quando olhamos para a frente, não há muitas agências abaixo da linha que consideramos economicamente viável”, disse Bracher.

De acordo com o executivo, as agências ainda são importantes para abertura de contas, mas o banco tem pensado em como dar novos usos a elas.

Fonte Oficial: Valor.

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