Cobre recua em meio a pressão dos índices acionários da Ásia – Jornal do Comércio

O cobre opera em queda nesta quarta-feira (7), abandonando os ganhos da madrugada, com os índices acionários da Ásia ainda sob pressão.

Por volta das 9h15min (de Brasília), o contrato para três meses, negociado na London Metal Exchange (Nymex), caía 0,58%, a US$ 7.042,00 a tonelada. Já o contrato com vencimento em março, negociado na Comex, a divisão de metais da Nymex, recuava 0,49%, a US$ 3,1735 por libra-peso.

O preço do cobre estende as perdas de ontem (6), quando foi influenciado pela volatilidade nos mercados de ações e de juros. Nesta quarta-feira (7), a Ásia teve sessão mista, com os índices futuros de Nova Iorque apontando queda durante a madrugada, o que contribuiu para colocar os contratos de cobre no negativo.

Em geral, no entanto, o “setor de metais básicos se segurou muito bem e não tem sido muito influenciado pelo tumulto nas ações e nos juros”, afirmou Robin Bhar, chefe de pesquisa em metais no Société Generale.

Ainda que o cobre tenha enfrentado alguma pressão na terça-feira, ele caiu apenas para os níveis do fim de janeiro e não cedeu a barreira psicologicamente importante de US$ 7 mil/tonelada.

Para Bhar, o equilíbrio fundamental entre oferta e demanda do cobre, bem como a reputação das commodities de refletir com precisão o ambiente de crescimento global, garantiram a relativa calma do metal básico à volatilidade desta semana.

“O fato de os metais ficarem mais ou menos estáveis sugere que nós não estamos caminhando para uma recessão. Haverá momentos em que o cobre não diagnosticará com precisão o estado da economia global, mas esse não é um deles”, completou.

No entanto, ainda que o cobre tenha se mantido em alta nas últimas semanas, isto pode estar perto de mudar.

“Para os metais básicos, nós acreditamos que o foco deve estar na China e nos sinais de fraqueza emitidos pela sua ‘economia antiga’, conforme vemos a perspectiva de demanda enfraquecendo”, afirmou Carsten Menke, analista de pesquisa em commodities no Julius Baer.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,14%, a US$ 3.465,50 a tonelada; o alumínio subia 0,46%, a US$ 2.180,00 a tonelada; o estanho avançava 0,46%, a US$ 21.805,00 a tonelada; o níquel ganhava 1,20%, a US$ 13.500,00 a tonelada; e o chumbo recuava 0,17%, a US$ 2.591,00. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!