Juros longos reduzem queda e fecham perto da estabilidade, após acordo nos EUA – Jornal do Comércio

A poucos minutos do fim da sessão regular, os juros futuros de longo prazo reduziram a queda mostrada ao longo do dia e fecharam perto da estabilidade, em linha com a aceleração do avanço do rendimento dos Treasuries e do dólar. Este movimento, por sua vez, ocorreu depois da informação de que os líderes bipartidários no Congresso do Estados Unidos anunciaram acordo de 2 anos para o orçamento, o pode evitar a paralisação da máquina administrativa. Em dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), as taxas de médio e curto prazo fecharam em ligeira queda nesta quarta-feira (7) com alguns investidores apostando na continuação do ciclo de baixa da Selic em março.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,805%, ante 6,830% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 passou de 8,07% para 8,05%. O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 8,87%, de 8,91%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 9,57%, de 9,59%, e a do DI para janeiro de 2025 em 9,91%, de 9,92%.

No período da tarde desta quarta-feira, nos Estados Unidos, os líderes no Senado dos partidos Republicano, Mitch McConnell, e Democrata, Chuck Schumer, apresentaram acordo orçamentário de dois anos de cerca de US$ 400 bilhões que vai destinar recursos ao Pentágono e programas sociais do governo. Caso seja aprovado pelos legisladores, o pacto vai evitar a paralisação do governo. Às 16h28, o dólar à vista subia 1,15%, aos R$ 3,2801, e o yield da T-Note de dez anos projetava 2,838%, de 2,796% no fim da tarde de terça-feira.

Na maior parte do dia, contudo, os juros futuros de longo prazo estiveram em queda moderada, ainda sob a percepção que prevalecia desde a terça nos mercados de que o movimento de correção das bolsas na noite de segunda-feira havia sido exagerado.

Quanto ao Copom, as apostas seguem cravadas num corte da taxa de 7,00% para 6,75% no período da noite e o mercado aguarda qual será a sinalização para a reunião de março. O cenário-base para março é de manutenção da taxa, em especial após a turbulência recente nos mercados. Até por isso, alguns players estão vendo oportunidade de ganho caso os diretores indiquem haver ainda algum espaço para alívio na reunião do mês que vem.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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