Oi não reconhece assembleia realizada ontem – Jornal do Comércio

A Oi não reconhece a legalidade e os efeitos da assembleia realizada ontem, no Rio de Janeiro, por um grupo de acionistas. Dessa forma, não adotará as deliberações tomadas pela reunião. “Tal encontro constitui flagrante desrespeito aos mais básicos princípios da legislação brasileira e de decisões judiciais sobre a matéria”, afirma a operadora.

“A pretensa assembleia é ilegal e desobedece sucessivas decisões judiciais que deliberaram sobre o tema, além de desrespeitar o plano de recuperação judicial aprovado por ampla maioria pelos credores da companhia e homologado pela Justiça”, complementa.

A assembleia, convocada pela Bratel, veículo de investimentos da Pharol (antiga Portugal Telecom), aprovou a abertura de processo de responsabilização contra o presidente da operadora, Eurico Teles, e o diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Brandão, bem como a destituição dos executivos dos seus cargos. O encontro teve a presença de acionistas representantes de 34,12% do capital social da Oi.

Pharol e Société Mondiale, do empresário Nelson Tanure, não concordam com o plano de recuperação judicial aprovado pelos credores em dezembro, que leva a uma diluição relevante dos acionistas atuais e ao pagamento de comissões aos credores que participarão do aumento de capital da tele. Além disso, apontam a existência de um suposto pagamento irregular de R$ 51 milhões como bonificação aos executivos da companhia, o que estaria em desacordo com o estatuto social da companhia e ainda teria sido omitido do conselho de administração.

Em comunicado, a Oi afirmou que as diversas iniciativas desse grupo de acionistas, tomadas de forma ilegal, têm prejudicado os negócios da companhia, gerado instabilidade na gestão e afetado suas ações no mercado, com danos irreparáveis.

A operadora acrescenta que tomará a devidas providências em esferas administrativas e judiciais, inclusive com contratação de advogado criminalista. “Existem fatos a apurar de possíveis práticas de acionistas e ex-administradores sobre desobediência de decisão judicial, quebra de dever fiduciário, não cumprimento de obrigação de confidencialidade e manipulação de mercado, entre outros”, afirma.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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