Moedas emergentes acentuam ganhos e superam alta de 1% – Valor

SÃO PAULO  –  As moedas de mercados emergentes acentuam os ganhos na tarde desta segunda-feira. Entre os melhores desempenhos do dia, o avanço de parte das divisas já supera 1% enquanto os investidores retomam as compras de ativos de risco em diferentes segmentos de mercado.

Numa lista de 33 divisas globais, são justamente as moedas emergentes e ligadas a commodities que lideram os avanços. Peso colombiano, peso chileno, rublo russo e o rand sul-africano são os destaques da sessão, com valorização de até 1,5%.

Sinal do ambiente mais positivo para os negócios, o indicador de volatilidade da CBOE para mercados emergentes recua hoje 12,78%. O alívio é mais intenso que do Vix, que acompanha os mercados americanos e hoje cai 9,36%.

O movimento dos emergentes ocorre em paralelo à recuperação das bolsas de Nova York, cuja volatilidade tem desencadeado perdas globais em diferentes classes de ativos nos últimos dias. O índice S&P 500 subia 1,55% há pouco e o Dow Jones tinha alta de quase 2%.

E com os ânimos renovados em Wall Street, pelo menos até o momento, encontra-se espaço para o avanço de commodities. Este é o caso dos contratos futuros de petróleo e de cobre, gerando assim um ambiente mais propício para moedas emergentes.

Outro sinal do respiro, o WisdomTree Emerging Currency Strategy (CEW) – ETF que mede os retornos de aplicações em moedas emergentes – volta a subir depois de um período de três sessões sem ganhos. Há pouco, avançava 0,70%. Se mantida a variação até o fim da sessão, será o ganho diário mais acentuado desde 24 de janeiro, quando subiu 0,81%.

O mercado brasileiro de câmbio, assim como os demais segmentos locais, só conseguirão captar os ajustes externos na quarta-feira, quando voltam a operar depois do feriado de Carnaval.

Até lá, o bom desempenho dos ativos emergentes ainda deve ser colocado à prova pelos dados de inflação de janeiro nos Estados Unidos, previstos para quarta-feira. Isso porque o estresse global teve como gatilho o aumento dos salários americanos, elevando preocupações com o ritmo e magnitude do aperto monetário do Federal Reserve.

A expectativa, em geral, do mercado para o CPI americano – o índice de preços ao consumidor – é de alta de 1,9% ante igual mês do ano passado enquanto o núcleo da inflação deve marcar 1,7% na mesma base de comparação. “Os dados em linha com as expectativas representariam uma ligeira moderação das pressões sobre os preços e deveriam apoiar o apetite de risco”, dizem os especialistas do Rabobank.

Fonte Oficial: Valor.

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