Rapidez das inovações assusta gestores – Jornal do Comércio

O ritmo acelerado do desenvolvimento tecnológico e as inovações disruptivas, juntamente com a resistência organizacional à mudança, são as maiores preocupações em 2018 para 728 líderes empresariais de diversas regiões do mundo. Eles foram ouvidos pela consultoria global Protiviti durante os meses de setembro a novembro de 2017.

Ao contrário do ano passado, em que as incertezas econômicas lideraram o ranking dos maiores medos, neste ano é a rápida velocidade das novidades tecnológicas que assusta. Isso porque essa nova realidade aperta o cerco nas organizações, que precisam demonstrar capacidade de gerenciar o risco adequadamente, com mudanças significativas nos atuais modelos de negócios. Outro ponto importante é o risco à segurança que essas novas tecnologias representam.

“As ameaças relacionadas à segurança cibernética impulsionam este medo e se tornaram um risco à parte neste ano depois de ataques cibernéticos em grande escala, como o WannaCry”, afirma o sócio-diretor da consultoria global Protiviti Brasil, Fernando Fleider.

Segundo ele, muitos gestores admitem que não estão preparados para gerenciar as ameaças virtuais em grande escala. A boa gestão de privacidade e segurança da informação, bem como a proteção dos sistemas, exigirão dos executivos recursos significativos.

Outro risco identificado é o de que as companhias existentes não serão capazes de atender as expectativas de desempenho relacionadas à qualidade, tempo de mercado, custo e inovação. A concorrência que mais assusta é a das empresas que nasceram de forma digital e com uma base de baixo custo para suas operações. De acordo com o relatório, a incapacidade de utilizar a análise de dados para alcançar inteligência de mercado e aumentar a produtividade e eficiência afetará a gestão das operações e os planos estratégicos.

Paralelamente aos avanços tecnológicos, as preocupações mais críticas destacadas pelos executivos são os desastres naturais de impactos catastróficos, o crescimento do mercado de ações, as trocas de lideranças políticas, o terrorismo, as eleições na Europa e as ameaças de conflitos nucleares.

No Brasil, pelo fato de ser um ano de eleições, as incertezas políticas também estarão em pauta. E, do ponto de vista da América Latina, o tema Compliance continua na agenda dos executivos em função das prisões e processos judiciais, ocorridos em países como Brasil, Argentina e Peru.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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