A Europa vai bem. A Itália, nem tanto – Exame

A divulgação do Produto Interno Bruto da zona do euro nesta quarta-feira deve confirmar os dados preliminares já divulgados, mostrando um crescimento robusto.

A expectativa é de que a economia do bloco tenha crescido 0,6% no último trimestre de 2017, em relação aos três meses anteriores, levando a expansão do ano para 2,7% — o maior crescimento em uma década.

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O PIB alto fortalece o grupo e o sentimento de bem-estar da população dos países, mas não espere ânimo um em específico: a Itália.

O país publica nesta quarta-feira os dados preliminares de seu crescimento em 2017. A expectativa é que o PIB italiano tenha expandido em 1,7% no ano.

Apesar de ser um bom crescimento não deve ser o suficiente para compensar a estagnação que foi vista entre 2010 e 2016 por um conjunto de fatores.

Não está claro o quanto a adesão do país à zona do euro contribuiu para isso, mas a moeda comum privou os italianos de uma ferramenta que freqüentemente usaram para reforçar a economia: a política monetária.

Antes da introdução do euro, a Itália desvalorizou sua moeda repetidas vezes para lidar com a crise financeira. Agora que já não tem essa opção, Roma só pode recorrer à política fiscal que, sob a orientação da União Européia, culminou em cortes de gastos e aumentos de impostos. Essas medidas impopulares levaram à antipatia entre os eleitores italianos com a união europeia.

É neste cenário de insatisfação econômica e política que eleitores italianos irão às urnas no dia 4 de março. Partidos populistas como o Movimento das Cinco Estrelas têm ganhado força e empurrado outros mais tradicionais a se posicionarem com medidas deste viés.

O partido de extrema-direita Liga do Norte propôs controles de imigração mais fortes e um referendo sobre a participação da Itália na zona do euro.

O Força Itália, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, sugeriu a introdução de uma moeda paralela para coexistir com o euro e ignorar as regras da União Europeia que limitam a intervenção do Estado para resgatar bancos problemáticos.

Mesmo o Partido Democrata, que é pró-União Europeia, criticou Bruxelas por se concentrar em medidas de austeridade. Os dados econômicos a serem divulgados hoje devem inflamar ainda mais a discussão.

Fonte Oficial: Exame.

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