Bolsas de NY ignoram inflação nos EUA e fecham em alta pela 4ª sessão – Valor

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva nesta quarta-feira (14) mesmo com novos receios de inflação mais forte nos Estados Unidos, um dos catalisadores dos recentes solavancos no mercado americano. A abertura até foi negativa depois de o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subir mais do que o esperado em janeiro. Mas as bolsas de Nova York logo voltaram ao positivo com os investidores priorizando o longo prazo e relativizando o impacto de um dado pontual.

O CPI dos EUA superou as expectativas ao mostrar altas de 0,5% do índice cheio, de 0,3% do núcleo e de 2,1% em base anual, reforçando a percepção de que o Federal Reserve (Fed) pode subir os juros mais do que as três vezes previstas neste ano.

E, embora o avanço de preços tenha sido disseminado, poucos itens determinaram a aceleração do indicador, caso da gasolina e do vesturário, levantando questionamentos sobre o fôlego dessa tendência. 

O Dow Jones encerrou em alta de 1,03%, aos 24.893,49 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 1,34%, aos 2.698,63 pontos, e o Nasdaq registrou ganho de 1,86%, aos 7.143,61 pontos. Com o desempenho desta quarta, Dow Jones e S&P 500 juntam-se ao Nasdaq e voltam a acumular valorização no ano.

As bolsas americanas mantiveram a subida mesmo após os juros (“yields”) dos Treasuries ultrapassarem a marca de 2,90%, o que geralmente pressionaria o mercado de ações. E foi justamente as companhias do setor financeiro, beneficiadas por juros mais elevados, que lideraram os ganhos hoje, seguidas pelas empresas de tecnologia.

Para alguns analistas, a recente retomada do mercado abre questionamentos sobre se o pior já não passou. Para muitos, os balanços corporativos e o crescimento da economia seguem como suportes para a alta das ações mesmo com a perspectiva de taxas de juros maiores.

O índice de volatilidade VIX, um dos pivôs da derrocada das ações na semana passada, também contribuiu para o movimento ameno nos mercado ao cair 22,75%, a 19,29, voltando à média histórica abaixo de 20.

Fonte Oficial: Valor.

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