BC: Piora na cena externa pesa para fim de ciclo de corte de juro – Valor

BRASÍLIA  –  Os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) debateram em seu último encontro, realizado na semana passada, as circunstâncias que poderiam fazer o colegiado cortar mais os juros em março ou interromper o processo de flexibilização monetária.

O colegiado cita, na ata, três circunstâncias que poderiam levá-lo a interromper o ciclo de redução do custo do dinheiro. “De outro lado, a evolução da conjuntura em linha com o cenário básico do Copom, a recuperação mais consistente da economia e uma piora no cenário internacional favoreceriam a interrupção do processo de flexibilização”, conforme a ata divulgada nesta quinta-feira.

De outro lado, “a continuidade do ambiente com inflação subjacente em níveis confortáveis ou baixos, com intensificação do risco de sua propagação, abriria espaço para flexibilização adicional”. “O mesmo ocorreria no caso de alterações no balanço de riscos que resultem em menor probabilidade de aumento de prêmios de risco e consequente elevação da trajetória prospectiva da inflação”, afirma o colegiado.

Na semana passada, o BC reduziu a taxa de juro em 0,25 ponto percentual, para 6,75% ao ano.

Comunicação

Os integrantes do Copom ficaram divididos no encontro sobre sinalizar um possível fim do ciclo de distensão monetária. “Nesse contexto, os membros do Comitê debateram o grau de liberdade a ser mantido na comunicação sobre o próximo passo da política monetária”, afirma a ata do Copom.

Segundo o documento, “alguns membros manifestaram preferência por elevado grau de liberdade, favorecendo comunicação mais simétrica sobre o próximo passo”, ou seja, a possibilidade de atribuir pesos iguais tanto a uma parada no ciclo de cortes quanto em fazer uma baixa moderada adicional.

Mas a ata informa que havia um grupo com outra visão no BC. “Outros propuseram sinalizar mais fortemente a possível interrupção do ciclo de flexibilização monetária e manter liberdade de ação, mas em menor grau.”

No fim, o grupo decidiu uma comunicação intermediária, que sinaliza tanto o fim do ciclo quanto a possibilidade de mais uma baixa.

Os participantes do Copom, diz o documento, concluíram fazer uma comunicação notando “ser apropriado sinalizar que, caso a conjuntura evolua conforme o cenário básico, a interrupção do processo de flexibilização monetária parece adequada sob a perspectiva atual”. “Mas avaliaram que cabia comunicar que essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos.”

Fonte Oficial: Valor.

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