Malásia virá ao Brasil para habilitar plantas frigoríficas – Exame

A declaração sobre certificar novos frigoríficos ocorre em um momento em que o Brasil ainda enfrenta embargos às suas carnes nos Estados Unidos e na Rússia

Por José Roberto Gomes, da Reuters

access_time 15 fev 2018, 16h43

São Paulo – Autoridades da Malásia virão ao Brasil em junho para habilitar plantas frigoríficas à exportação de carnes ao país asiático, informou nesta quinta-feira o Ministério da Agricultura brasileiro, citando encontro do secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, com o ministro-chefe do Departamento de Desenvolvimento Islâmico (Jakim), Seri Jamil Baharom.

Conforme o Ministério da Agricultura, o Brasil tem 12 estabelecimentos a serem habilitados e certificados.

Na Malásia, Jakim é o órgão responsável pelo abate halal (forma de abate de acordo com preceitos muçulmanos), e representantes do departamento já se reuniram com autoridades certificadoras halal do Brasil para ajustar as exigências e viabilizar a habilitação de novas plantas e também daquelas que foram desabilitadas.

A declaração de Baharom sobre certificar novos frigoríficos ocorre em um momento em que o Brasil ainda enfrenta embargos às suas carnes nos Estados Unidos e na Rússia.

“Queremos estar presentes no mercado malaio, pois temos produtos de qualidade, com preços competitivos e produzidos de maneira sustentável. Da mesma forma, queremos ouvir de vocês quais são os produtos de interesse para exportarem ao Brasil”, disse Novacki durante o encontro, ocorrido em Kuala Lumpur, segundo o ministério.

O secretário-executivo chefiou uma comitiva brasileira na Ásia e Oriente Médio que, desde 4 de fevereiro, visa promover investimentos e novos mercados para o agronegócio brasileiro.

Na segunda-feira, o Ministério da Agricultura já havia relatado que a Indonésia abrirá o mercado de carne bovina ao Brasil.

Atualmente, a pauta de exportações do Brasil para a Malásia está centrada no complexo sucroalcooleiro (60 por cento) e em cereais, farinhas e preparações (20,5 por cento).

 

Fonte Oficial: Exame.

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