Mercado corrige exageros e dólar fecha em alta de 0,27% – Jornal do Comércio

O dólar fechou em leve alta nesta quinta-feira (15), na contramão da tendência internacional. A moeda norte-americana fechou com ganho de 0,27% no mercado à vista, aos R$ 3,2295. Profissionais do mercado de câmbio consideraram a valorização como um ajuste, uma vez que a divisa havia caído 2,26% na quarta-feira, em um movimento atribuído em boa medida a uma correção de preços gerada pelo feriado prolongado.

Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a quinta-feira foi de rearranjo de cotações, depois de um dia de euforia exagerada. Ele acredita que, passados esses movimentos de calibragem, a tendência é o mercado voltar a focar em questões como a reforma da Previdência e a política monetária dos Estados Unidos, dois assuntos ainda cercados de incerteza.

“A próxima semana será decisiva para a reforma da Previdência. Se o assunto continuar a se arrastar, as agências de classificação de risco não devem demorar muito a dar seus veredictos. Essa situação tende a manter o mercado com a pulga atrás da orelha”, afirma.

Hoje o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), disse que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dará início à discussão oficial da reforma da Previdência no plenário da Casa na próxima terça-feira, 20, mesmo sem ter os 308 votos mínimos necessários para aprovar a matéria. Em entrevista após reunião com Maia na residência oficial da presidência da Câmara, Marun disse ter a consciência de que o governo terá de trabalhar na próxima semana em busca de apoio para a proposta.

No mercado internacional, a tendência majoritária foi de enfraquecimento do dólar ante moedas fortes e emergentes, refletindo a cautela com a trajetória crescente da dívida americana e o aumento do déficit comercial do país. Entre os indicadores dos EUA, o destaque da manhã foi a queda de 0,1% da produção industrial do país em janeiro, ante previsão de alta de 0,3%. O dado contribuiu para o enfraquecimento do dólar ante moedas fortes e a queda das taxas de juros das Treasuries longas.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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