Preços de combustíveis caem nos postos após queixas do governo – Exame

A cotação média da gasolina na bomba recuou 0,21% entre 4 a 10 de fevereiro, na comparação com a semana anterior

Por Roberto Samora, da Reuters

access_time 15 fev 2018, 21h10

São Paulo – Os preços da gasolina, diesel e etanol vendidos nos postos brasileiros registraram queda após uma série de ganhos semanais consecutivos neste ano, que levaram os valores para máximas históricas, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A cotação média da gasolina na bomba recuou 0,21 por cento entre 4 a 10 de fevereiro, na comparação com a semana anterior, para 4,212 reais por litro.

O valor médio do diesel no país recuou 0,2 por cento, para 3,388 reais por litro, na mesma comparação, enquanto o etanol hidratado caiu 0,07 por cento, para 3,021 reais por litro.

Os recuos verificados nas bombas, após valores recordes nominais (sem considerar a inflação), tiveram menor intensidade do que os anunciados pela Petrobras na semana do levantamento da ANP.

No período analisado, a Petrobras anunciou várias reduções diárias no diesel: de 1,8 por cento para 7 de fevereiro; 0,7 por cento no dia 8; 2,6 por cento no dia 9; e 0,2 por cento no dia 10. Algo semelhante ocorreu para a gasolina: quedas de 1,5 por cento no dia 8 e 3 por cento no dia 9.

Os reajustes positivos da Petrobras se deram apenas no dia 6: 0,6 por cento para o diesel e 0,5 por cento para a gasolina.

A redução de preços foi verificada na mesma semana em que autoridades, como o presidente Michel Temer e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, reclamaram que as reduções implementadas pela Petrobras não estavam chegando nas bombas.

Houve até mesmo declarações de que o setor de combustíveis praticaria cartel, da parte do ministro Moreira Franco, que encaminhou o assunto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os setores de revendas e distribuição de combustíveis, contudo, refutaram comentários de autoridades de que um suposto cartel impediria o repasse de cortes de preços realizados pela Petrobras, afirmando que a alta nas cotações nos postos para níveis recordes está associada à elevada carga de tributos.

O segmento afirma que o país conta com cerca de 40 mil postos que concorrem no mercado, e que o repasse de preços da Petrobras não ocorre imediatamente aos reajustes realizados pela estatal, devido a questões técnicas e operacionais.

Fonte Oficial: Exame.

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