Dólar tem maior queda semanal desde começo de janeiro – Valor

SÃO PAULO  –  O dólar terminou a semana, marcada pela recuperação dos mercados globais, com a maior queda para o período desde o começo de janeiro. Com a desvalorização de 0,41% desta sexta-feira (16), para R$ 3,2206, a cotação terminou a semana com perda de 2,43%. Essa performance, reduziu a alta de fevereiro da moeda americana para 1,28% e voltou a cair 2,80% no acumulado de 2018.

No pregão de hoje, o desempenho do real foi o terceiro melhor entre 33 pares do dólar. E, na semana, configurou-se como o quarto mais forte. Hoje, uma cesta de 11 divisas emergentes fora o real perdia 0,12%. Incluindo a brasileira, a cesta fica praticamente estável.

Confirmando a percepção de que ativos emergentes conseguiram evitar perdas mais intensas em meio ao “sell-off” em Wall Street, as moedas de países em desenvolvimento, em média, já operam em patamares superiores aos registrados antes do “crash relâmpago” do começo de fevereiro. Essas divisas já estão a apenas 0,36% da máxima registrada em 25 de janeiro.

O real tem, como um todo, ficado para trás de seus pares. Frente a uma cesta de 11 moedas emergentes, a brasileira tem sido negociada ao redor do ponto mais baixo desde meados de maio de 2017, quando a taxa de câmbio sofreu um tombo diante da ameaça à agenda de reformas, após as delações da JBS quase implodirem o governo Temer.

Mas é justamente esse “atraso” combinado com melhores perspectivas para a economia brasileira que justificam recomendações favoráveis ao real por parte de alguns bancos.

O Bank of America Merrill Lynch, por exemplo, considera que o real está em patamares excessivamente baixos ante seus pares emergentes. Na mesma linha, estrategistas do Morgan Stanley – que desde janeiro mantêm aposta comprada em real contra o peso colombiano – deram início, na quinta (15), a uma recomendação positiva para a moeda brasileira comparada ao dólar australiano.

Fonte Oficial: Valor.

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