Estudo do Ipea mostra déficit crescente da Previdência Social – Jornal do Comércio

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quinta-feira, mostra que haverá um crescimento do déficit da Previdência Social nos próximos anos, com o aumento no número de aposentadorias.

Segundo a nota técnica do Ipea, o déficit dos Regimes Próprios de Previdência Social dos Servidores Públicos (RPPSs) em 2017 será de aproximadamente R$ 180 bilhões. Em 2016, esse déficit, que considera os regimes próprios de União, estados e municípios, ficou em R$ 170,79 bilhões.

De acordo com o estudo, o crescimento do número de servidores aposentados e os aumentos de salários concedidos ao funcionalismo entre 2004 e 2014 são apontados pelo Ipea como fatores determinantes para a elevação das despesas previdenciárias.

“Vai se consolidando, portanto, um quadro em que cada vez mais os recursos disponíveis para a União e os governos estaduais se direcionam para gastos com Previdência e pessoal, com impactos indiretos negativos relevantes sobre as demais áreas ou setores”, diz o estudo.

Segundo o Ipea, a reforma da Previdência é essencial para evitar que essas tendências se agravem nos próximos anos. “Trata-se de medida que melhora a situação fiscal e atuarial dos RPPs, gera equidade entre os trabalhadores do setor privado e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), bem como gera ganhos de sustentabilidade com impactos positivos sobre a distribuição de renda.”

No ano passado, o Senado criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a necessidade da reforma da Previdência. Após seis meses de trabalho, a CPI concluiu que não existe déficit da Previdência Social ou da Seguridade Social no Brasil.

 

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou, nesta quinta-feira, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dará início à discussão oficial da reforma da Previdência no plenário da casa na próxima terça-feira, mesmo sem ter os 308 votos mínimos necessários para aprovar a matéria. Em entrevista após reunião com Maia na residência oficial da presidência da Câmara, Marun disse ter a consciência de que o governo terá de trabalhar na próxima semana em busca de apoio para a proposta.

“Estamos avançando. Saio com a confiança redobrada”, declarou o ministro, dizendo ter encontrado o parlamentar fluminense “muito motivado” na articulação para aprovar a reforma.

Marun afirmou que combinou com o presidente da Câmara uma reunião com líderes de partidos da base aliada na noite de segunda-feira para discutir as estratégias para aprovação da matéria. “Temos consciência de que ainda temos trabalho a realizar na próxima semana”, destacou.

O ministro admitiu que a reforma ainda enfrenta resistência em todas as bancadas da base governista. “Temos confortável maioria em todas as bancadas, mas ainda temos resistências”, afirmou. Ele disse não ter tratado de votos com o presidente da Câmara na reunião desta quinta e ressaltou que governistas só voltarão a contá-los a partir da próxima segunda-feira.

Segundo ele, pelos últimos cálculos feitos pelo governo há alguns dias, ainda faltavam cerca de 40 votos para o governo alcançar o quórum mínimo necessário para aprovar a matéria.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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