Indústria tem melhor exportação desde 2012 – Jornal do Comércio

As exportações de janeiro deste ano da indústria do Rio Grande do Sul registraram o melhor desempenho neste mês desde 2012, alcançando US$ 1,05 bilhão, 16,3% a mais do que em igual período de 2017. A variação foi superior à registrada pela indústria nacional, de 12,5%.

“O bom resultado se dá pela base de comparação baixa e pelo aquecimento da demanda externa, principalmente de mercados que consomem boa parte de nossos produtos, como Argentina, Estados Unidos e União Europeia”, explica o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. No total, as vendas externas do Estado somaram US$ 1,285 bilhão, crescendo 19,5% em relação a janeiro de 2017. O valor é o mais alto para o mês de toda a série histórica, iniciada em 1996, e o desempenho da soja (46,6%) foi determinante para o resultado.

Os destaques da indústria foram tabaco (167,3%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (88,2%). Dos 23 segmentos que registraram alguma operação de exportação em janeiro, 15 tiveram alta; quatro, baixa; e quatro ficaram estáveis. O resultado só não foi melhor pelo mau desempenho dos produtos alimentícios (-10,5%), em função de perdas com óleo e farelo de soja e da queda das vendas de carne de suíno.

As importações alcançaram US$ 660 milhões em janeiro, com incremento de 10,7% em relação a 2017. As influências positivas foram combustíveis e lubrificantes (157,1%), bens de consumo (32%) e bens de capital (18,3%). Os bens intermediários tiveram queda de 3,8%. O saldo comercial do Estado, em janeiro, foi positivo em US$ 626 milhões.

As exportações do agronegócio gaúcho totalizaram
US$ 786,2 milhões em janeiro passado. Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, ocorreram elevações no valor (16,1%) e nos preços médios (18,1%), enquanto o volume exportado diminuiu (-1,7%). Em termos absolutos, o crescimento do valor exportado foi de US$ 108,9 milhões. Os dados foram divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio nesse mês foram complexo soja (US$ 256,2 milhões), carnes
(US$ 152,9 milhões), fumo e seus produtos (US$ 129 milhões), produtos florestais (US$ 87,1 milhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 60,9 milhões). “No caso do setor de fumo e seus produtos, o crescimento das exportações, neste mês, ainda foi um reflexo das remessas da produção da safra de 2017, que cresceu 27,4% em relação a do ano anterior”, explica Sérgio Leusin Jr., economista do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE.

No complexo soja, o destaque continuou sendo a soja em grão, que apresentou o maior volume exportado (476,6 mil toneladas) para um mês de janeiro, desde o início dessa série histórica (2007). O incremento nas exportações do setor de máquinas e implementos agrícolas é explicado pela venda de 29 colheitadeiras para a Argentina. Por outro lado, a maior variação negativa, no mês, ocorreu no setor de carnes (menos US$ 10,6 milhões; -6,5%), “em grande medida, explicada pela redução dos embarques de carne suína para a Rússia”, analisa Leusin.

Os principais destinos das exportações do agronegócio gaúcho, em janeiro de 2018, foram China (33,1%), União Europeia (21,7%), Estados Unidos (6,4%), Argentina (3,5%), Coreia do Sul (3,1%) e Hong Kong (2,8%). Esses destinos concentraram 70,6% das exportações. A União Europeia foi responsável pelo maior incremento absoluto em valor (mais US$ 64,9 milhões; 61,3%).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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