Japão: Presidente do banco central é indicado para segundo mandato – Valor

TÓQUIO  –  O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe conduziu nesta sexta-feira o presidente do Banco do Japão (BoJ, o banco central), Haruhiko Kuroda, a um segundo mandato de cinco anos, medida que aponta para a manutenção da atual política monetária de ultra-afrouxamento, ao menos por enquanto.

Kuroda, que assumiu o cargo em 2013, enfrentará novos desafios em seu próximo mandato após a recente turbulência nos mercados de ações globais e uma forte valorização do iene frente ao dólar desde o início de 2018, o que ameaça os lucros dos exportadores japoneses.

A nomeação exige a aprovação do Parlamento, e espera-se que ela seja referendada, já que a coalizão de Abe controla a maioria das duas câmaras.

Kuroda repetidamente disse em testemunho parlamentar nas últimas duas semanas que o banco continuaria buscando “flexibilização poderosa”. Ele também disse que era muito cedo para falar sobre uma saída potencial dessa política – um contraste com o banco central dos Estados Unidos (Fed), que vem subindo as taxas de juros desde dezembro de 2015.

Aos 73 anos, Kuroda foi escolhido a dedo por Abe como uma âncora da política econômica do primeiro-ministro, batizada de Abenomics, para revigorar a economia do Japão, castigada por anos de lentidão.

Em abril de 2013, Kuroda lançou o que os analistas e investidores chamaram de “bazuca” de flexibilização monetária, focada em grandes compras de títulos da dívida do governo e outras etapas não convencionais.

Em 2014, ele estava perto de cumprir sua promessa de alcançar uma inflação de 2% dentro de dois anos. Mas uma desaceleração econômica desencadeada pelo aumento do imposto nacional sobre o consumo e as fortes quedas dos preços do petróleo retardaram seus planos. Kuroda foi forçado a adiar a data para o alcance da meta de 2% por seis vezes.

Ele experimentou novas idéias de flexibilização, incluindo taxas de juros negativas introduzidas no início de 2016. Mais tarde naquele ano, ele apresentou o que chamou de controle de curva de rendimento, tentando corrigir taxas de juros de curto e longo prazo. Desde então, o Banco do Japão visou um rendimento zero em títulos do governo com vencimento em dez anos.

Na sexta-feira, o governo também nomeou duas pessoas como vice-presidentes do banco central: Masazumi Wakatabe, professor de economia da Universidade de Waseda, conhecido como defensor da flexibilização radical, e Masayoshi Amamiya, um funcionário de carreira do BoJ que ajudou Kuroda a conceber políticas-chave.

Fonte Oficial: Valor.

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