Petróleo opera em alta, beneficiado pela melhora nos mercados acionários – Jornal do Comércio

O petróleo opera com ganhos na manhã desta segunda-feira (19), recuperando-se de parte das perdas recentes, apoiado pela força nos mercados acionários globais. Além disso, colabora a manutenção do compromisso liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a oferta da commodity.

Às 8h54min (de Brasília), o petróleo WTI para abril subia 0,93%, a US$ 62,12 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para abril ganhava 0,66%, a US$ 65,27 o barril, na ICE.

O petróleo atingiu a máxima em uma semana na sexta-feira, após recuar mais de 12% nas primeiras semanas de fevereiro, pressionado pela onda de vendas nos mercados acionários globais e por novos sinais de aumento na produção de xisto dos EUA.

“Uma combinação de rali dos mercados acionários, fraqueza do dólar e retórica entre a Opep e os de fora do cartel ajuda os preços do petróleo a recuperar parte do terreno perdido nas duas semanas anteriores”, segundo Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil Associates.

A Opep e dez produtores de fora do cartel, entre eles a Rússia, têm cortado a produção em 1,8 milhão de barris por dia desde o início do ano passado.

A Arábia Saudita e a Rússia indicaram na semana passada a disposição de manter um acordo que ajuda a conter a produção global em quase 2%. Analistas da consultoria JBC Energy afirmaram em nota, porém, que aspectos de curto prazo sobre a demanda e outros fundamentos ainda parecem negativos para os preços do petróleo.

Na sexta-feira, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em atividade nos EUA subiu 7, a 798. A Agência Internacional de Energia (AIE), por sua vez, advertiu na semana passada que a produção de fora da Opep, impulsionada sobretudo pelo xisto dos EUA, pode superar a demanda global por petróleo neste ano, dificultando os esforços para reequilibrar o mercado. Analistas do Commerzbank afirmam que o potencial de alta dos preços é limitado, diante da “forte alta” da produção americana.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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