Exportações do agronegócio gaúcho registram alta de 15,4% no primeiro mês do ano – Jornal do Comércio

O primeiro mês do ano foi marcado pela alta nas exportações do agronegócio gaúcho. Janeiro registrou a soma de US$ 796 milhões, um crescimento de 15,4% na comparação com o mesmo período de 2017. O setor foi responsável por 62% do total comercializado pelo Estado. Em volume, foram embarcadas 1,279 milhão de toneladas de produtos provenientes do meio rural. Os dados foram divulgados pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.

Os números são resultado do bom desempenho da soja em grãos, com aumento de 46,5%, que garantiu 9% a mais em vendas do complexo soja. Cereais (7,9%), puxado pelo arroz (68,1%), e fumo (167,8%) também colaboraram para o resultado. Apesar da queda de 6,4% no grupo carnes, a carne bovina atingiu um crescimento de 70,7% no valor exportado.

Em relação a dezembro de 2017, o resultado também foi positivo, chegando a 10,1% no valor e 42% no volume exportado. O resultado está diretamente ligado ao resultado do complexo soja (26,6%), cereais (363,9%) e produtos florestais (18,4%). Mesmo com crescimento de 32% na venda de carne bovina, o grupo carnes teve uma queda de 4,9% influenciado por carne de frango (-7,4%) e carne suína (-15%).

A China mantém o posto de principal destino dos produtos do agronegócio gaúcho, com 32,6% de participação no valor exportado. Em segundo lugar aparece os Estados Unidos com 7% das vendas. Em terceiro lugar, a Bélgica aparece com 5%, assumindo um posto que vinha sendo da Rússia.

Com mais de US$ 15 milhões comercializados no mercado internacional em sucos, vinhos e espumantes, o setor vitivinícola brasileiro obteve crescimento de 17,3% nas exportações em 2017. No ano passado, o destaque das vendas ficou com a categoria de vinhos e espumantes, que representa quase 60% do total exportado, registrando uma expansão de 47,5% no valor comercializado, somando
US$ 8,77 milhões. Os sucos, por sua vez, tiveram uma retração de 8,6% na contabilização das vendas, atingindo US$ 6,32 milhões.

Os produtos foram remetidos para 51 países, com o ranking dos principais destinos sendo liderado por Japão, Paraguai, Estados Unidos, China, Reino Unido, México, Chile, Colômbia, Equador e República Dominicana.

As 42 empresas participantes do projeto setorial Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para a promoção comercial no mercado externo, responderam por, aproximadamente, 95% do resultado obtido em 2017 na exportação. O desempenho do grupo foi ainda mais expressivo, obtendo incremento de 55,6% nas vendas ao exterior.

O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, explica que o Japão aparece com principal destino das exportações, em função de operações com suco concentrado. Entretanto, a Terra do Sol Nascente também figura na quarta colocação na importação de espumantes e em sétima em vinhos, devido a contratos de fornecimento com grandes players de venda on-line de vinhos e redes varejistas. O país ampliou em 34% o valor adquirido em relação à 2016.

Outro destaque no ano passado foi a América Latina. De forma agrupada, os países da região despontaram como grandes parceiros comerciais, absorvendo 41,3% do valor global negociado. Entretanto, os Estados Unidos, Reino Unido e China, por serem mercados maduros, formadores de opinião e compradores de rótulos de maior valor agregado, continuam entre os mercados-alvo do projeto. O valor médio por garrafa exportada para os Estados Unidos gira em torno de US$ 10, cinco vezes maior que o Paraguai.

“A partir de 2018 teremos ações voltadas para a América Latina em função de vantagens competitivas, como proximidade geográfica e também de perfil de produto. Os consumidores possuem paladar semelhante ao que temos no nosso mercado interno, que aprecia vinhos mais leves e frutados”, observa Bertolini, acrescentando que nessa região há um bom potencial para o suco 100%.

“Desde o ano passado estamos focando no que somos mais competitivos, que é o espumante, mas calibrando estratégias para cada país trabalhando também vinhos e o suco de uva”, informa o gerente. A estratégia está embasada no fato de os espumantes responderem por quase 8% da receita com exportações, apesar de somar 4,6% em volume, o produto apresenta uma melhor rentabilidade, com média de US$ 4,59 por litro, e também por estar ampliando sua participação nas vendas.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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