Ibovespa fecha em alta de 1,19% e renova máxima histórica – Jornal do Comércio

O Ibovespa operou em trajetória distinta dos índices acionários em Nova Iorque e teve força para romper o patamar dos 86 mil pontos durante o pregão desta terça-feira (20), e encerrar em uma nova máxima histórica aos 85.803,95 pontos, com valorização de 1,19%.

De acordo com analistas, a sustentação dos ganhos dos papéis que fazem parte da carteira teórica veio pelo maior apetite dos investidores estrangeiros em um ambiente doméstico com a continuidade de notícias econômicas positivas, a despeito do enterro da reforma da Previdência.

Aliado a isso, diz Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos, o fato de dados de confiança do consumidor na zona do euro terem vindo abaixo da expectativa foi visto como uma indicação de que o Banco Central Europeu (BCE) pode vir a demorar mais para iniciar o aperto monetário.

Luiz Mariano de Rosa sócio da Improve Investimentos nota que o giro financeiro acima dos R$ 12 bilhões em um dia sem influência técnica, como um vencimento de opções, sinaliza o interesse dos não-residentes. O volume foi de R$ 12,34 bilhões.

As blue chips, prediletas desses investidores, tiveram alta expressiva durante todo o dia, desacelerando o ritmo perto do fim do pregão. Assim Petrobras ON e PN fecharam com ganhos de 1,78% e 1,95%, respectivamente, ao lado de Itaú Unibanco PN, 2,46%, Bradesco 3,04% e Banco do Brasil 2,95%. Na contramão, as Units do Santander (-0,96%).

Para Shin Lai, analista da Upside Investor Research, a valorização dos papéis do setor bancário reflete, em parte, as perspectivas positivas que os investidores têm sobre a aprovação do cadastro positivo, que é uma das medidas microeconômicas que o governo prometeu se dedicar no lugar dos esforços para a nova Previdência.

De Rosa lembra que esse cenário positivo pode ser revertido nesta quarta-feira, a depender da ata da reunião do Federal Reserve (Fed) que será divulgada nesta quarta. Perto do fim do pregão desta terça, o Ibovespa chegou a desacelerar o ritmo de alta por causa do aprofundamento da queda do Dow Jones com os investidores alterando posições para aguardar o documento.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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