Ata do BC norte-americano traz instabilidade e dólar fecha em alta de 0,21% – Jornal do Comércio

A divulgação da ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) movimentou o mercado de câmbio nesta quarta-feira (21). Principal expectativa do dia, o documento levou as cotações aos extremos – das mínimas para as máximas do dia – em poucos minutos. A moeda americana operou em baixa na maior parte do dia, com o viés determinado em boa medida pelo fluxo de recursos para a bolsa. As diferentes interpretações da ata do Fed, no entanto, acabaram por comandar as oscilações perto do final dos negócios. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 3,2660.

A ata do Comitê de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Fed informou que a maioria dos dirigentes da instituição avaliava que “mais” alta gradual de juros pode ser apropriada. De acordo com o documento, os dirigentes “concordaram que o fortalecimento nas perspectivas econômicas de curto prazo aumentou a probabilidade de uma trajetória ascendente gradual da taxa dos Fed funds ser apropriada”.

A primeira reação dos mercados foi de mais alta nas bolsas e mais quedas do dólar ante moedas fortes e emergentes, com a percepção de que estaria afastada, por ora, a possibilidade de haver quatro altas de juros neste ano. Outras interpretações, porém, levaram em conta o fato de a última reunião do Fed ainda ter sido realizada sob o comando de Janet Yellen e também por ter ocorrido antes que se tenha percebido a aceleração da inflação nos Estados Unidos, por exemplo. Foi o suficiente para a virada das cotações lá fora e aqui.

“É natural que haja diferentes interpretações da ata, mas creio que a tendência é o Fed não ser tão ofensivo. Há indicadores mostrando maior inflação e aumento nos salários, mas são dados de apenas um mês. Não é porque um dado veio mais forte que o aperto monetário mais forte já seja tendência”, disse José Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, que acredita que o Fed tenderá a ser “mais paciente” com os sinais de aquecimento econômico.

Profissionais do mercado ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmaram que o cenário doméstico nada acrescentou ao mercado de câmbio, que segue sem alimentar expectativas em relação ao front político e econômico. “Entende-se no mercado que temos um Congresso paralisado e tudo já está relativamente precificado. Por outro lado, temos um movimento positivo na bolsa e no mercado de juros, além de um Banco Central que oferece hedge por meio dos leilões de swap”, disse Durval Corrêa, operador da corretora Multimoney.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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