Ibovespa reduz alta, mas renova recorde em dia de exterior agitado – Valor

SÃO PAULO  –  A temida ata do Fed gerou uma forte oscilação no mercado de bolsa local nesta quarta-feira (21), mas não impediu o Ibovespa de renovar a máxima histórica acima dos 86 mil pontos. Com a ata, a discussão sobre a alta de juros nos Estados Unidos continua, mas não muda a aposta de que o crescimento das economias globais ainda representa importante fluxo para a renda variável.

Pela primeira vez na história, o Ibovespa terminou a sessão acima dos 86 mil pontos: subiu 0,29%, aos 86.052 pontos. Durante o dia, o índice chegou a avançar até os 87.358 pontos — somente 3% abaixo de meta dos principais bancos de investimento, de 90 mil pontos — logo depois da divulgação da ata do Fed, que veio de fato menos “hawkish” (tendência pelo aperto monetário) do que o esperado.

O mercado, porém, digeriu a ata e se acomodou mais de mil pontos abaixo do pico do dia, porque o documento não afastou a discussão sobre alta de juros. Nas bolsas americanas, a perda de força foi tamanha que forçou fechamento negativo e pesou sobre o Ibovespa.

Mas o saldo do debate é que a renda variável, tanto nos EUA, quanto no mundo, ainda representa maior atratividade mesmo em um cenário de quatro altas de juros neste ano, cmo indica a ata do Fed (o BC dos EUA), divulgada nesta quarta — depois de saídas sucessivas da bolsa, os estrangeiros já voltaram a colocar quase R$ 2 bilhões nos últimos pregões. Além disso, as perspectivas de liquidez para os emergentes e a força que o Brasil vem mostrando é evidente: o Ibovespa conseguiu subir em dia negativo lá fora.

O volume forte do dia, de R$ 12,4 bilhões, também mostra o reposicionamento dos investidores nas ações brasileiras, em especial Itaú Unibanco (+1,32%, a R$ 52,35) e outros bancos. O volume foi 29% superior à média de R$ 9,6 bilhões de fevereiro. Também é o maior desde que passou o susto com a onda de vendas globais de ativos e o investidor voltou para a bolsa, em 6 de fevereiro  o giro naquele pregão foi de R$ 14,5 bilhões.

Eletrobras

Vale ênfase no noticiário local, também importante catalisador para a alta consistente do Ibovespa ao longo do dia. Depois que o governo suspendeu a votação da reforma da Previdência, a privatização da Eletrobras concentrou a confiança do mercado e levou os papéis a terem mais um dia de intensos ganhos.

No fim da manhã desta quarta, os indicativos do relator da privatização, José Carlos Aleluia (DEM-BA), de que uma primeira aprovação do projeto deve acontecer até a primeira quinzena de abril levou a ON e a PNB da companhia a renovarem máxima histórica.

Na reta final do pregão, porém, os ativos chegaram a zerar altas com a notícia de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teria dito que o governo não tem e não terá votos para aprovar a desestatização. No saldo final, as ações se recuperaram: a ON subiu 2,05% e a PNB avançou 1,30%.

Fonte Oficial: Valor.

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