BB termina trimestre com lucro maior e vê inadimplência cair – Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 14h22) O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido ajustado de R$ 3,188 bilhões no quarto trimestre de 2017, o que aponta crescimento de 82,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2017 como um todo, o resultado foi de R$ 11,060 bilhões, alta de 54,2%. O número do trimestre superou a média das projeções de analistas consultados pelo Valor, que era de R$ 2,804 bilhões.

Em termos contábeis, o lucro do último trimestre de 2017 foi de R$ 3,108 bilhões, com aumento de 222,7% frente ao mesmo período do calendário antecedente — quando o resultado teve o impacto de despesas relacionadas ao plano de aposentadorias voluntárias e reorganização da rede de agências.

Apesar da melhora nos resultados, o presidente do Banco do Brasil (BB), Paulo Caffarelli, afirmou que ainda não está contente com a rentabilidade da instituição.

A margem financeira bruta do BB ficou em R$ 14,548 bilhões nos três últimos meses de 2017, o que significa queda de 5,1% em relação a um ano antes. No entanto, as despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) recuaram 24,7%, para R$ 5,637 bilhões.

As rendas de tarifas somaram R$ 6,735 bilhões, crescimento de 6,6% em relação ao quarto trimestre de 2016. As despesas administrativas e de pessoal, entretanto, caíram 4,4% e ficaram em R$ 8,236 bilhões.

Inadimplência

O índice de inadimplência nas operações de crédito do BB recuou para 3,74% em dezembro de 2017 em relação aos 3,94% apresentados em setembro. A taxa de calotes, no entanto, ainda continuou acima dos 3,29% apresentados no fim de 2016.

Sem o efeito de casos específicos do segmento corporativo, a inadimplência teria ficado em 3,32%, considerando as operações com atraso superior a 90 dias.

No segmento de pessoa física, a inadimplência caiu de 3,49% em setembro para 3,36% em dezembro. O indicador ficou acima dos 2,67% registrados no encerramento do ano anterior.

Na carteira de pessoa jurídica, a taxa de calotes era de 6,27% no fim de dezembro, queda de 0,43 ponto percentual ante setembro e alta de 0,44 ponto em relação ao fim de 2016.

O índice de operações em atraso no agronegócio piorou no último trimestre de 2017, subindo de 1,61% em setembro para 1,67% em dezembro. Em relação ao fim de 2016, a alta foi de 0,68 ponto.

A inadimplência de curto prazo na carteira de crédito do BB mostrou sinais positivos. A taxa de operações com atraso de 15 a 89 dias estava em 1,84% no fim de dezembro, ante 2,05% em setembro e 2,38% em dezembro de 2016.

Carteira de crédito

A carteira de crédito do banco somava R$ 681,289 bilhões bilhões em dezembro de 2017, com queda de 3,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, mas alta de 0,6% ante o trimestre imediatamente antecedente.

A carteira de crédito Pessoa Jurídica apresentou redução de 9,3% no ano, para R$ 267,4 bilhões, influenciada pelo decréscimo de R$ 9,2 bilhões nas operações de capital de giro (-7,6%) e de R$ 5,1 bilhões em TVM privados e garantias (-11,2%). “Essas quedas foram parcialmente compensadas, no trimestre, pelo crescimento de R$ 3,1 bilhões das linhas de Investimento, ACC/ACE e Recebíveis, reflexo do aumento da carteira Governo e do foco do Bbnco nesses produtos”, diz o relatório de administração.

A carteira pessoa física orgânica, por sua vez, cresceu 2,7% em 12 meses, para R$ 187,7 bilhões, fruto do desempenho positivo em crédito consignado (R$ 4,6 bilhões) e da alta de 6,0% do financiamento imobiliário (R$ 2,5 bilhões).

A carteira classificada de agronegócios apresentou desempenho positivo de 1,3% na comparação anual, para R$ 182,0 bilhões, com destaque para a carteira de crédito rural (crescimento de R$ 9,3 bilhões) notadamente em Comercialização Agropecuária (R$ 4,5 bilhões) e FCO Rural (R$ 3,4 bilhões), que compensou a queda de R$ 7,0 bilhões no agroindustrial.

E a carteira externa aumentou 7,2%, para R$ 44,2 bilhões.

Fonte Oficial: Valor.

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