Poupança cresce na preferência do investidor – Jornal do Comércio

Depois de cair 1% há dois anos, as aplicações em cadernetas de poupança deram uma reviravolta, no ano passado, com expressivo crescimento de 9% e montante no valor de R$ 665,7 bilhões. Em 2016, o volume de captações tinha aumentado apenas 1%. Foi o segundo tipo de investimento mais procurado pelos brasileiros, segundo aponta o relatório divulgado ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

O levantamento mostra que, paralelamente ao processo de retomada da economia e de queda gradual na taxa de juros básica da economia – a Selic -, os fundos de investimentos lideraram a preferência, com alta de 27%, alcançando R$ 984,5 bilhões, enquanto os títulos e valores mobiliários caíram 1%, somando R$ 912 bilhões.

No total, as aplicações em produtos financeiros somaram R$ 2,7 trilhões, valor 11,8% superior ao registrado em 2016, e referem-se aos investimentos das 73,7 milhões de contas dos segmentos de varejo e de private banking das instituições do País.

De acordo com a análise técnica da Anbima, o recuo de 1% nos investimentos em títulos e valores mobiliários reflete a posição de desvantagem na rentabilidade diante da “recente mudança regulatória (que) afetou o acesso aos papéis”.

Quanto à liderança dos fundos de investimentos, o presidente do Comitê de Varejo da Anbima, José Rocha, justificou que, com a queda dos juros, os investidores estão migrando para opções mais diversificadas, inclusive com mais risco. “O resultado reflete a procura cada vez maior dos investidores por produtos mais sofisticados, com mais riscos envolvidos, principalmente entre o varejo alta renda, como efeito da queda dos juros.”

O número de milionários no Brasil cresceu em 2017, quando 5.385 pessoas passaram a ter mais de R$ 1 milhão investidos no País, alta de 4,8% em relação ao ano anterior. Ao todo, o Brasil conta com 117.421 investidores nesse patamar.

O grupo é atendido pelo segmento de “private banking” e tem aplicados R$ 964 bilhões. Esse número equivale a 36% de todo o investimento de pessoas físicas no País, que totalizou, em dezembro, R$ 2,658 trilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

“O volume de recursos desse público cresceu 15,9%. É um crescimento bastante robusto e foi acima da média do CDI do período. A previdência privada manteve a expansão, mas também tivemos um avanço grande dos fundos, em especial o de ações”, diz João Albino, presidente do comitê executivo de private banking da Anbima.

Esses clientes estão divididos em grupos econômicos, termo que os bancos usam para se referir à administração de recursos de uma mesma família. São 56.619 grupos econômicos, e a média de aplicações é de R$ 17 milhões.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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